Alguma coisa está fora da ordem

20/09/2014

Talvez eu esteja sendo um pouco radical neste conceito.

Mas sustento a tese de que se o Corinthians tiver que trazer um jogador na faixa dos 20 anos, que seja um fora de série.

Alguém fenomenal, tipo Messi.

Acontece que um jogador aos 20 anos, se for bom, bom mesmo, não está mais no Brasil. Já foi pra Europa e joga nos principais clubes do continente.

O Corinthians passou a centrar suas ações de investimento em jovens atletas paraguaios.

Invariavelmente vai buscar jogadores na faixa dos 20 anos aqui por perto.

Nenhum destes, até o momento, justificou o investimento.

Ontem foi noticiado que Zé Paulo, que surgiu ao lado de Malcon, na última Copa SP, foi emprestado ao Atlético Paranaense.

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Não vinha sendo aproveitado, nem teve tantas oportunidades.

Mas se a gente tem que ter paciência com molecada paraguaia, por que não sermos mais tolerantes, dar tempo aos nosso produto interno, formado em casa, feito no “terrão” ?

Alguma coisa está fora da ordem.


Meu time domingo é Danilo + 10

20/09/2014

Danilo (não o goleiro) e mais 10.

Este seria meu time para domingo.

E por que Danilo ?

Por algumas razões. Danilo costuma dar sorte contra o time do Convento.

Danilo teve seu contrato renovado até dezembro de 2015.

E se teve seu contrato prorrogado por tanto tempo, é porque está em totais condições de jogo.

E se não está, seu contrato não deveria ser renovado.

Ao menos que Danilo, em breve, junte-se a Sylvinho, Edu, Alessandro e Mauro Van Basten.

Não, isso não. Até porque não acredito que depois de fevereiro, alguém tenha coragem de manter tanta gente fazendo não se sabe bem o que no departamento de futebol.

 


O segundo vexame da história na Arena Corinthians

19/09/2014

Empatar em casa é ruim.

Contra um adversário fraco, é péssimo.

Sendo o Corinthians o time grande, a casa, Itaquera e o adversário, a Chapecoense, é vexame.

Este empate de 1 a 1 pode ser classificado como vexame histórico, o segundo da história na Arena Corinthians.

O primeiro, a derrota no primeiro jogo oficial, diante de um outro time do sul do país, o Figueirense, naquela época lanterna do campeonato.

O time de Chapecó lutará até o final pra não cair. O time é fraco, limitadíssimo, exceto pelo bom camisa 10, o melhorzinho do time.

Abrimos o placar, através de Malcom, e o torcedor até chegou acreditar que poderíamos golear.

Mas o Corinthians é daqueles times que precisam adiantar o expediente pra curtir a fadiga.

Fazendo um gol logo de cara, pra impor aquele ritmo sonolento de troca de passes infrutíferas, sem muita objetividade, apenas pra fazer o tempo passar e garantir o resultado.

E mais uma vez, foi o que aconteceu. E o que é pior, não estávamos jogando fora de casa. Pelo contrário, estávamos na nossa Meca.

Uma Meca fria. Pelo clima e pelo comportamento da torcida. A proximidade com a mata do Parque do Carmo e o descampado em que geograficamente se encontra a nossa casa, torna o ar mais frio.

E a torcida, que ainda não consegue se sentir em casa literalmente, nem sempre se comporta de forma calorosa. Até porque, o time não vem ajudando.

Ferrugem, o personagem do jogo – na verdade o personagem do jogo deveria ser Malcom – limitado, apenas mediano, depois que marcou um gol contra, passou o jogo inteiro com medo de errar. Mal conseguia dominar uma bola.

Nosso meio de campo, sem poder de criação, sem inspiração. Até porque não existe no elenco quem faça isso. Jadson e Renato Augusto (que não jogou), não são exatamente estes homens de criação. E Jadson, em queda no seu desempenho, mal consegue passar com qualidade.

Romero e Luciano são apenas esforçados. Malcom parece tímido, meio preso e quando você menos espera, lá está ele fazendo a função de guarda-costa de lateral.

O fato é que não existe diferença na forma de jogar entre o time dirigido por Mano e o time que era dirigido por Tite.

Constatação inequívoca de uma realidade. A diferença é que Tite teve tempo, sem ser pressionado, pra impor um esquema de jogo e formar um grupo forte e homogêneo.

E para Mano, o tempo está passando e seu trabalho termina daqui a 3 meses.

Em 9 meses não conseguiu formar um grupo minimamente homogêneo e equilibrado. E individualmente, alguns vêm deixando a desejar.

Elias, por exemplo, que parou de jogar bola. Errando passes, aparecendo pouco na frente, em declínio.

O melhor do time são o goleiro Cassio e o volante Ralf. Daí o motivo do time perder pouco e empatar tanto.

Agora é pensar no duelo contra o São Paulo. Um jogo com vários componentes explosivos. Será o primeiro majestoso na Arena Corinthians, lutamos diretamente contra eles na disputa pela vaga no G4 e existe a questão da rivalidade raivosa entre as torcida.

Entre as torcidas, já entre os clubes, nem tanto. Porque nosso presidente, competente na arte de fazer média com adversários (sejam políticos, no clube, sejam rivais esportivos), mantém uma excelente relação com o time do Convento.

Se ontem era ganhar ou vencer, domingo é questão de vida ou morte.

 


O jogo é em casa. Ganhar é obrigação

18/09/2014

Não importa se o pato é macho, a gente quer ovo.

E também não queremos saber quem pintou o céu de azul.

Hoje é ganhar ou vencer. E serve aquelas vitórias magras, 1 golzinho e sofrido.

Precisamos acumular mais 3 pontos.

Aliás, mais 6 nestes dois próximos confrontos.

Vencer a Chapecoense é mais que obrigação. É dever.

Até porque o time de Chapecó, jogando fora de casa, só venceu uma vez.

Portanto, é o adversário ideal para conquistarmos mais 3 importantíssimos pontos.

E partir com tudo pra cima delas, no domingo.

Time escalado, vamos de Cássio; Ferrugem, Gil, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf, Elias, Lodeiro e Renato Augusto; Luciano e Guerrero.

O horário do jogo é aquele ingrato, das 7 e meia da noite.

E a partir das 7 da noite você pode se conectar na Rádio Memória Corinthiana.

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Acesse http://memoriacorinthiana.com.br/ do seu computador ou Tune in e Radios, aplicativos para o seu dispositivo móvel (celulares e tablets).

Narração de Ernesto Teixeira, comentários de Silvio Romoaldo Jr e reportagens de Alex Tobias.

Vai Corinthians!


[Opinião] A falácia do combate aos empresários

17/09/2014

Não se engane.

Nem se confunda.

Se você ler que algum dirigente visionário se proporá a acabar com a influência nefasta de empresários nos clubes, não acredite.

Porque isto é impossível. A não ser que o futebol passe por um processo de renascimento. Que todos os métodos e procedimentos sejam incinerados e que os clubes, da noite para o dia, renasçam sob novos conceitos, nova filosofia.

Os clubes (todos, sem exceção) tornaram-se reféns dos empresários de futebol. Há alguns anos, empresários se tornam milionários, donos de fortunas dentro e fora do país, expandindo seus negócios além do futebol, muitas vezes em investimentos obscuros.

Pergunta-se como um empresário de futebol, que emprega no máximo três, quatro pessoas, consegue ter mais dinheiro do que os clubes ?

Na verdade, isso teve um princípio. E começou a partir do momento que os clubes perderam o controle financeiro sobre seus atletas, com o fim da lei do passe.

E um empresário de futebol não nasceu empresário de futebol. Veio, vem, de outros negócios, próprios ou de terceiros.

Muita gente investe no futebol. Desde empresas como a DIS, que nasceu do grupo Sondas, passando pelo Banco BMG, até o crime organizado. Sim, o crime organizado também investe no futebol. E muito. 

Com os recursos obtidos nestes outros negócios e “negócios”, passaram a investir ou “investir” no futebol. Por investimento entenda desde o processo saudável de investimento (aquele que investe na formação do jovem-atletas incluindo-se educação, formação cultural e esportiva) até lavagem de dinheiro.

Agregado a este sistema, observadores e olheiros espalhados Brasil afora buscando novos talentos. Alguns, até já atuando em clubes. Inclusive os grandes. 

Observadores e olheiros relatam seu trabalho de garimpo aos seus superiores, que acionam os captadores ou aliciadores, seduzindo os responsáveis por estes garotos. Emprego, carro e moradia são oferecidos, como forma de sedução ou aliciamento. Contratos de gaveta são assinados e a jovem promessa passa a pertencer a este empresário. 

Na assinatura do primeiro contrato com o clube, forçam a barra e fazem o clube baixar as calças e ceder parte dos direitos econômicos do atleta para não perder a jovem promessa. Neste caso, o que seriam 100% dos direitos, em geral cai, em muitos casos, para pouco mais da metade.

Fujam de outra falácia. A de que um clube só trabalhará com jogadores com 100% dos seus direitos econômicos. Ou melhor, isto só acontecerá se o atleta não se enquadrar no quesito “jovem promessa”. 

Os jovens com grande potencial, vão  para a Europa. Os demais, “estagiam” nos grandes clubes brasileiros até irem pra Europa. Os que não enquadram nestes quesitos, espalham-se por ai.

Os grupos que hoje dominam o cenário dos negócios da bola são  DIS Sondas, BMG, Elenko (que é uma dissidência do DIS Sondas), Carlos Leite, Vagner Ribeiro, Eduardo Uram, Figger, entre outros.

E como não se submeter a este estado de coisas, como romper com este sistema, como dar uma banana aos empresários ?

Simples. Basta ficar com o que “sobrou” nas categorias de base e passar a disputar torneios com o que tem na mão.

E o torcedor ter paciência com o que vai ver em campo, que antecipo, não será grande coisa. Perebas com porte físico de gladiador, canelas duras, sem talento e muita correria.

Alguma expectativa de mudança neste quadro, ou seja, os clubes passarem a ter controle sobre suas jovens promessas, não se sujeitarem a negócios escusos, não servirem mais de vitrina como o próprio Corinthians recentemente no caso Cleber, não precisar mais recorrer a empréstimos e antecipações de receitas pra cobrir rombos, etc ?

Somente com uma profunda mudança na gestão dos clubes e endurecimento das leis. Clube é clube, futebol é futebol. As coisas não se confundem. O futebol não pode mais pagar a conta dos departamentos e áreas esportivas dos clubes. 

Não há mais como um presidente de um clube ter que decidir se paga a conta do futebol ou a obra do parquinho.

Futebol tem que ser profissionalizado, com gestores executivos pagos para cuidarem do futebol.

Não se iluda, de novo reitero. O futebol tem que passar a ser encarado como empresa.

Do jeito que está, é a lei de Vampeta, com uns fazendo de conta que pagam e outros fazendo de conta que trabalham.

E ambos fazendo mal feito.

 


O fantasma da titebilidade ronda o Parque São Jorge

16/09/2014

Daqui a alguns dias, completar-se-á um ano do “suposto” encontro, num jantar, entre Mario Gobbi e Mano Menezes.

Nesta oportunidade teria sido selada a volta de Mano ao Corinthians.

Ironia do destino, passou a circular nos bastidores da bola que Tite poderá retornar ao Corinthians, em 2015.

Mais precisamente em fevereiro, quando assumirá a nova gestão, após a eleição.

Sob nossa ótica, as chances de Mano permanecer no comando são remotíssimas, em 2015.

Por duas simples razões: se confirmada a candidatura de Roberto de Andrade, sendo eleito, certamente não manterá Mano no cargo, até porque, segundo consta, não era a sua preferência para a substituição de Tite, no ano passado.

Tanto é que Mano chegou já sob nova gestão no departamento de futebol.

Se a Oposição sair vencedora, também é praticamente nula a chance de Mano permanecer no comando técnico do time.

Portanto, se juntarmos todas as pontas, Mano já está em contagem regressiva no cargo e tem aproximadamente 3 meses para entrar, mais uma vez, na história do clube como o primeiro campeão em tempos de casa nova.

Tite anda todo pimpão nos programas esportivos.

Já foi visto de vermelho e de preto. Nada a ver com o time carioca.

Mas a ver com dois clubes que marcaram a sua trajetória.

Você quer ver Tite de volta ao Corinthians ?

Dê sua opinião.


Um dos maiores dirigentes da história do Jardim Leonor não está sendo respeitado

15/09/2014

Crise no Jardim Leonor.

O tradicional clube de madames, quatrocentão e outros bichos e quetais, em verdadeiro voo parafuso rumo ao prédio administrativo da sede tricolor.

A briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira. O presidente do São Paulo resolveu demitir seu antecessor, que ocupava um cargo na diretoria das categorias de base. Além disso, ele afastou Marcos Tadeu Novais e José Geraldo Oliveira, homens de confiança do ex-presidente, que controlavam o CT de Cotia. A demissão aconteceu no início da tarde desta segunda-feira, provocando um bate-boca entre os dois cartolas. Pessoas presentes ao encontro confirmaram que o tom foi ríspido de ambos os lados e cercado de muita tensão. Inconformado com a demissão, Juvenal não poupou críticas ao sucessor, para quem fez campanha, e disse que Aidar caminha para destruir o clube.

“O Carlos Miguel é um predador que vai acabar com o São Paulo. Ele está demitindo todo mundo como um maluco e eu disse isso para ele. A traição é um processo terrível do ser humano e ele está traindo todos aqueles que o apoiaram”, disparou Juvenal. Aidar foi alçado à presidência com enorme apoio de Juvenal, que achou que o atual presidente – que já tinha comandado o clube entre 1984 e 1988 – seria um nome de consenso para agrupar a situação, fragilizada por causa do fim de gestão turbulento que quase culminou com a queda do São Paulo para a Série B do Brasileiro, no ano passado. Juvenal lembra que o time que está em segundo lugar no Campeonato Brasileiro foi montado pela gestão passada.

“O Kaká caiu do céu e o Alan Kardec ele contratou com o dinheiro que deixei para ele em caixa, o mesmo dinheiro que ele dizia não ter. Sabe por que está tudo lindo para ele? Porque o time que nós montamos está ganhando”, criticou. O ex-presidente foi além e disse que o rompimento com o antigo aliado e agora desafeto tem como único objetivo a aprovação do projeto para a cobertura do Morumbi, que não saiu do papel graças ao bloqueio da oposição no dia da eleição – com boicote oposicionista, o Conselho Deliberativo não atingiu quórum de 75% necessário para a aprovação. “Agora ele quer aprovar um projeto que ninguém sabe qual é, quem são as empresas, quanto custa, nada! E quer fazer isso com maioria simples, querem aprovar um pacote fantasma. Eu disse para ele: ‘Carlos Miguel, você está fazendo um tratamento de beleza e acho que os remédios estão afetando seus neurônios'”, disse Juvenal.

“Ele é capaz até de demitir o Muricy, porque o Muricy não aceita aquele monte de jogadores que o Carlos Miguel tenta empurrar. Lá dentro todo mundo sabe que ele é assim, por isso é bem capaz que uma hora ele demita o Muricy. Ele é um maluco”, continuou o ex-presidente. Nesta segunda-feira, Aidar divulgou um comunicado que selou a saída de Juvenal Juvêncio do São Paulo. “Comunico o fim da colaboração do Dr. Juvenal Juvêncio na diretoria por mim presidida. O São Paulo Futebol Clube reconhece a importante contribuição que Juvenal sempre deu ao clube, primeiro como diretor, depois como presidente e por último como diretor novamente”, diz a nota. “Neste momento em que o São Paulo Futebol Clube trilha novos caminhos, agradeço pessoalmente o empenho de Juvenal durante tantos anos e presto minha homenagem a esse grande são-paulino”, encerra o comunicado divulgado por Aidar.

As informações acima são da Veja On line.

Juvenal Juvêncio é um dos maiores dirigentes da trajetória tricolor.

Polêmico, defensor incansável do seu clube, conseguiu algo que nenhum dirigente de clube paulista conseguiu até hoje: controlar praticamente toda a crônica esportiva.

Durante a sua gestão, nenhum jornalista teve a petulância de se posicionar contra o time tricolor.

Algo que, por exemplo, acontece com o Corinthians. UOL, ESPN e alguns jornalistas como Cosme Rímoli e Ricardo Perrone se  posicionam de forma intransigente contra o clube. Dizem ser contra Andres Sanches, mas atingem a instituição.

Com Juvenal sempre foi diferente. Ninguém jamais atacou de forma leviana o time do Convento.

A história de Juvenal, sua idade e sua doença não estão sendo respeitadas exatamente pelo mandatário do seu clube.

É lamentável.

Fico imaginando se isto tudo estivesse acontecendo no Corinthians.

Qual seria a posição da crônica esportiva paulista?


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