A bipolaridade nas palavras do presidente

01/09/2014

Palavras do presidente Mario, em nota oficial no site do clube, em comemoração aos nossos 104 anos.

Palavras do presidente Mario, em entrevista exclusiva ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

Salvo alguma crise de bipolaridade momentânea, a gente tem que escolher em qual das palavras a gente se apega.

Porque elas são absolutamente contraditórias.

Eu fico com as palavras da entrevista. Mais realistas, de corpo e alma, para as câmeras e os microfones, de cara limpa.

Na entrevista, Mario Gobbi trouxe ao conhecimento do torcedor um quadro estarrecedor da situação financeira do clube.

A dificuldade para honrar com a folha salarial dos próximos meses, resume bem o que foi a entrevista.

Ai você, o torcedor, a mídia ou qualquer um que tenha assistido à entrevista, pergunta: “Como pode o clube tido como a maior marca do futebol brasileiro, da maior torcida, de um patrimônio inigualável, o que mais fatura, o que mais rende audiência, dono do estádio da abertura da Copa, um dos únicos clubes com patrocinador master, costas e omoplata da camisa, chegar a esta situação ?

Não é contraditório ?

Alguns ressaltaram a coragem do presidente Mario Gobbi em ter concedido esta entrevista e por tudo que nela declarou.

Concordo.

É preciso ter muita coragem para declarar que, com tudo isso, com tanto dinheiro, com tantos recursos,  não sabe como honrar com a folha salarial dos próximos meses.

É atentar a própria incompetência. 

A gente que acompanha as coisas por dentro, sabe que muita coisa poderia ter sido evitada. Faltou pulso, coragem e sobrou incompetência.

Experiência se adquiri.

Errar, acertar, faz parte do jogo. É natural. Mas a soberba, a arrogância, não podem suplantar a incompetência.

Apoio, teve de sobra. Se em algum momento houve abandono, não foi dos seus pares, principalmente daqueles que efetivamente trabalharam para que ele ocupasse o cargo mais desejado do país.

De fato, é preciso ter coragem para ir às câmeras de televisão dizer que não sabe como honrar folha de pagamento, tendo um dos maiores orçamentos do futebol brasileiro.

E enalteceria ainda mais a coragem de Mario Gobbi, se fosse ele presidente do Comercial de Ribeirão Preto, do Grêmio Barueri ou da Catanduvense.

 

 

 

 

 


Empate em casa. O sinal de alerta agora é pra quarta-feira

01/09/2014

Mais um empate. E em casa.

1 a 1 diante do Fluminense.

De bate e pronto, sem essa de reclamar de arbitragem. Porque o nível e o estágio da arbitragem brasileira, há anos é isso ai mesmo. Uns são meramente incompetentes, outros abusam do mal caratismo e um ou outro se sobressai. Na média, são ruins.

Falemos do jogo.

O Corinthians explorou bastante o lado direito do nosso ataque. Nos primeiros minutos, duas oportunidades envolvendo Romero. A facilidade para chegar por aquele setor era tanta que o nosso atacante achou a esmola demais e não soube aproveitar.

Mas aos poucos o técnico do time carioca foi reorganizando o time, sitiando melhor o setor e arrefeceu o nosso ímpeto naquela faixa do campo.

E o Fluminense trabalhando bem a bola, valorizando a posse e também atacando. Sem se expor, mais atacando.

Saíram na frente, penalti convertido por Fred.

A nós, coube correr mais uma vez atrás do prejuízo. Empatamos no segundo tempo, perdemos oportunidades até com bola na trave, mas não foi suficiente para virar o placar.

Mantivemos nossa quarta colocação, mas cada vez mais distante do Cruzeiro, que mais uma vez venceu na rodada.

Quando Mano Meneses estava conseguindo dar um padrão tático ao time, com Petros na função multitarefa – marcação – auxílio a criação – apoio ao ataque – Guerrero aberto pela esquerda, atraindo a atenção da defesa adversária, abrindo espaço pelo meio e Elias cumprindo o seu papel tradicional, perdemos Petros, que fez bobagem e ai a coisa degringolou.

Nosso treinador está batendo cabeça para reorganizar o time. E sem Guerrero, as coisas ficaram ainda mais complicadas.

Não encontrou quem faça exatamente  a função de Petros – está tentando com Elias, que ainda não se readaptou a nova função – e no ataque, a escassez de alternativas assombra.

Luciano é como aquelas chuvas de verão. Chegam, causam estrago, mas não se sabe quando teremos outra.

Romero é esforçado. Corre, briga, cria oportunidades, mas não passa muito disto.

Ontem Romarinho foi bem, fez até gol. Mas é como sinal de celular da TIM. Depende do dia, da hora, do lugar e do momento pra funcionar.

E o que falar de Jadson? Começou bem, chegaram ao absurdo de chama-lo de “Magic Jadson” (bobageira coxinha de meia dúzia de torcedores), mas apagou.

Renato Augusto é a história do pisca-pisca português. Tá-não-tá-tá-não-tá. E só vai estar se for por 30, 40 minutos por jogo. Não consegue produzir nos 90.

E quando joga ao lado de Jadson, é a tal história do Tico & Teco. Dá tilt, não rola, não funciona, os dois batem cabeça.

Ontem, por exemplo, quando Mano colocou Augusto, no lugar de Lodeiro, alertamos na nossa transmissão que Mano queimou uma substituição. Minutos depois, teve que tirar Jadson.

O sinal de alerta agora é pra quarta-feira. Time remendado, desfalcado, sem Petros, sem Elias, sem Gil, sem Guerrero e sem Lodeiro.

Mano tem 2 dias pra arrumar o time, que terá a indigesta missão de vencer o Bragantino por dois gols.

Boa semana a todos e Vai Corinthians, especialmente neste dia, que comemoramos nossos 104 anos.


Feliz daquele que tem 104 anos de paixão

01/09/2014

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104 anos depois, uma paixão inexplicável.

As vezes paramos por alguns minutos e ficamos tentando entender, decifrar, compreender de onde veio tanto amor, tanta paixão.

Se da alma, se do sangue, dos genes, desta ou de outras vidas, a cabeça gira, os pensamentos vão e vem e todos voltam para o mesmo ponto, o Corinthians.

Melhor do que tentar entender, é curtir.

Curtir esta paixão sem moderação.

Corinthians é pai, é mãe, é o amor incondicional, uma chama ardente que jamais se apagará.

Parabéns, Corinthians!

Parabéns torcedor Corinthiano!


Jogar pelos 104 anos de história

31/08/2014

Um dia antes de celebrarmos nossos 104, jogando em casa, na Arena Corinthians.

O tradicional jogo de seis pontos, confronto direto, é ganhar ou vencer.

As Marias dispararam na frente, acumularam 42 pontos e só um desastre tira o título dos mineiros.

Não podemos mais vacilar em casa. A disputa pelo G4 vai começar a ficar mais acirrada nas próximas rodadas.

Serão pelo menos 6 times brigando por 3 vagas, se considerarmos efetivamente que o Cruzeiro não sairá do topo.

Devido ao desfalque de peso no ataque, Mano não definiu o time.

Há dúvidas sobre qual dupla colocará no ataque.

Também não houve definição se vamos de Ferrugem ou Fagner e no meio, se vamos de Jadson ou Renato Augusto.

Você pode acompanhar a partida com a imagem da TV e o áudio da Radio Memória Corinthiana.

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Acesse http://www.memoriacorinthiana.com.br/v2012/ do seu computador ou através do Tune in ou Radios, para dispositivos móveis.

Vai Corinthians!


Somos todos macacos ? Perguntas e respostas do caso “Aranha e Arena Grêmio”

30/08/2014

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Recentemente a mídia foi bombardeada com a campanha #SomosTodosMacacos, uma ação mercadológica oportunista lançada por Luciano Huck quando uma banana foi atirada em direção de Daniel Alves, num jogo do Barcelona.

Sempre lembrando que a imagem acima é utilizada por um famoso blogueiro em vias de ser preso, quando tenta me atingir.

Nesta semana, o ocorrido foram as ofensas dos torcedores gremistas ao atleta santista, Aranha.

Imagens e vídeos varreram as redes sociais e portais de internet flagrando torcedores gremistas imitando macaco e xingando o goleiro Aranha.

Uma torcedora foi identificada e a sua imagem correu o mundo.

O STJD já se manifestou previamente, adiando o duelo de volta entre Santos e Grêmio, semana que vem, na Vila Belmiro.

Medida preventiva que têm alguns objetivos, entre eles, arrefecer os ânimos da torcida, da mídia e dos clubes e também analisar o caso e decidir quais penas deverão ser aplicadas, ou não, ao clube gaúcho.

Algumas perguntas e respostas sobre o caso e a nossa opinião.

Deve um clube ser responsabilizado pelos atos da sua torcida dentro e fora de campo ?

Sim. E a própria justiça desportiva responde que sim. O próprio Corinthians, penalizado duramente quando do episódio em Oruro.

Como no caso Coritiba-Couto Pereira, há alguns anos.

Sim, um clube deve ser punido pelos atos da sua torcida. Existe uma relação umbilical entre clube e torcida, seja organizada, ou não, que rende bônus e ônus aos dois lados.

No caso em específico, o gremista, acredito que o clube gaúcho deve ser punido exemplarmente. Isto mesmo, uma punição severa e exemplar. Uma resposta do futebol a esta excrescência moral chamada preconceito racial.

Os torcedores, principalmente a garota, maior envolvida no caso, devem sofrer ações penais. Obviamente que sim.

Existe lei contra esse tipo de coisa. Basta aplicar a lei.

Qualquer tipo de ação contra clube e torcida elimina o racismo, o preconceito racial ? Evidente que não. Todo tipo de preconceito está enraizado no dna da sociedade. Que não se resolve com processo. É questão de cultura, educação, vem do berço. Depende de como você foi criado e como cria. Depende de como a mídia trata as desigualdades.

A garota, por exemplo. Vai passar a amar os negros de paixão ? Com certeza, não. Lá no quartinho escuro e acuada onde ela deve estar curtindo os últimos dias, muito mais por medo de enfrentar as ruas, do que de peso na consciência, deve estar gritando MACACO FILHO DA P… cada vez que relembra do fato.

Lembrando que a garota foi execrada nas redes sociais e certamente terá problemas se voltar as ruas e ser reconhecida.

Não terá paz por algum tempo.

O Grêmio divulgou um vídeo relembrando seu histórico ligado aos atletas negros. Uma estratégia de defesa, logicamente, orientada por advogados e marqueteiros.

Ah sim, também se manifestou dizendo que afastará os torcedores identificados do seu estádio e do clube social, se forem associados.

O vídeo é piegas. As ações, são interessantes. 

Finalizando e reiterando, o Grêmio deve sim ser exemplarmente punido. 

Afastaria o Grêmio das competições em 2014 e interditaria o estádio até o retorno da equipe as competições.

Punir o Grêmio e prender os racistas não erradica o racismo.Mas será a resposta dura do esporte a esta demência moral que assola humanidade.

Há anos a torcida do Grêmio se envolve em atos assim e o clube nunca tomou uma atitude.

Além disto, o sentimento separatista gaúcho, levado as arquibancadas, já extrapolou os limites.Julgam-se raça superior. As autoridades precisam começar a agir.

Até porque, daqui a pouco a mídia e o público esquecem o caso e a vida voltará a sua normalidade.

Portanto, devemos nos manifestar enquanto os fatos ainda estão acalorados.

 

 

*Em tempo: Ontem, num restaurante, no horário do almoço, televisão ligada no Globo Esporte, matéria sobre o que ocorreu na Arena Grêmio. Uma moça negra, assistindo a matéria, emociona-se. Seus olhos cheios de lágrimas, volta-se a mim e pergunta: Até quando a gente vai sofrer com isto ? Não soube o que responder. Até porque eu não sofro com isto, tiro de letra. Mas não deixo de enfiar o dedo na ferida quando uma coisa dessa acontece.Porque fui criado e educado a lidar com isso, fui bem preparado, especialmente pela minha bisavó, para o que teria que enfrentar na vida, em relação ao racismo.

 

 


Procura-se uma racista.Recompensa: 1 cacho de bananas

28/08/2014

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Patricia Moreira, ou, Patricia Gremista.

Para ela (e milhares de brasileiros), negros são macacos.

Nossa solidariedade ao goleiro Aranha.

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Sinal de alerta: segunda derrota consecutiva

28/08/2014

Perdemos para o Bragantino.

Fora de casa, mas jogamos praticamente “em casa”, num estádio repleto de corinthianos.

Sem aquela força característica do torcedor tradicional que ocupa as cadeiras quando jogamos em Itaquera, mas um torcedor que apoiou o time, à sua maneira.

Mesmo assim, perdemos. Perdemos para um adversário conhecido, que corre o sério risco de rebaixamento para a série C, do Brasileirão.

O Bragantino ocupa a penúltima colocação, na série B, com 16 pontos, dos 51 disputados.

Perdemos porque não conseguimos furar o bloqueio defensivo do adversário.

Perdemos porque criamos pouco e quando criamos, não finalizamos com qualidade, quando finalizamos. Afinal de contas, nosso time quase não chuta a gol.

E mesmo com a entrada de Ferrugem – que depois foi expulso – ficamos devendo no setor. Do outro lado, o Fábio Santos de sempre.

E no meio, com Renato Augusto na função de armação, na vaga de Jadson, que ficou no banco e entrou no segundo tempo, também ficamos carentes de qualidade na criação.

E o que dizer do posicionamento de Elias? Jogando atrás do Ralf, na função de cabeça-de-área. Um desperdício.

Foi nossa segunda derrota consecutiva. É hora de acender o sinal de alerta.

O time precisa jogar mais e reclamar menos, principalmente nosso treinador, Mano Menezes. Que anda ranzinza demais, reclamando demais da arbitragem, pilhando negativamente o time e quem vive o mundo da bola, sabe que a arbitragem costuma a ser mais “criteriosa” contra times que reclamam demais da arbitragem.

Ainda mais em se tratando de Corinthians.

Em resumo, reitero, precisamos jogar mais. Criar mais oportunidades, ser mais criativo e finalizar mais a gol.

Não se chega ao gol se não chutar.

Na semana que vem, precisamos de 2 gols para avançar para a próxima fase.

E não vai ser fácil.


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