Cumprido o dever: Somos Campeões Brasileiros de 2008

08/11/2008

 

Cumprimos o dever.

 

Somos os Campeões Brasileiros de 2008.

 

Não importa a letra, A ou B, o que importa é que, se era campeonato, tínhamos que vencer.

 

Não ouço tantos rojões, ouço suspiros de alivio.

 

Acabou um ano que gostaríamos que jamais tivesse existido na nossa vida, mas vergonha maior foi ser rebaixado.

 

Conquistar este campeonato não é vergonha, é sim cumprimento de um dever perante uma nação de 30 milhões de brasileiros.

 

Esta vitória deve ser dedicada a todos aqueles que acreditaram desde o primeiro minuto após aquele maldito 02 de dezembro de 2007.

 

Deve ser dedicada também a todos aqueles que em nenhum momento sequer se deixaram levar pelo oportunismo da nossa mais profunda tristeza histórica para sapatearem sobre o nosso caixão.

 

A estes pobres de espíritos, que permaneçam na série B, junto com o seu recalque e falta de corinthianismo.

 

Não se trata de um momento de empolgação e sim de desabafo.

 

Corinthianos, que como eu, sofreram demais, demais da conta mesmo com o rebaixamento, mas que ergueram a cabeça, apoiaram o time e foram à luta, mostraram a cara e torceram demais para que tudo isto passasse muito rápido, como de fato parece que foi.

 

Feliz 2009 a todos vocês.

 

Porque 2008, já era…

 

 


Acabou o Inferno

08/11/2008

 

Blog do Randal: http://randal.luz.blog.uol.com.br/

 

Acabou o Inferno ( por Marilia Ruiz )

 

Houve um 13 de outubro.
Houve um 2 de dezembro.
Mesmo quem não esteve no Morumbi naquela quinta-feira histórica de 1977 sabe o que houve. Mesmo quem não havia nascido. Sabe por que houve. Sabe como. Sabe porque sabe. Porque é corintiano.
E o que vale na alegria, vale na tristeza.
É um casamento. De um amor unilateral. Mas é um casamento.
Indissolúvel.
São 98 anos bem vividos.
Mesmo com o traição do ano passado.
Mesmo com o 2 de dezembro de 2007 e todos os dias que antecederam a queda justa, lógica e dolorida.
Mesmo com o desprezo do clube pela fiel. Desprezo de quem mandava, mandou, e espera-se não mande mais nele.
Doeu, mas cicatrizou.
Rápido?
Não.
Lento e receoso foi o perdão.
Intensa e profunda foi a reconciliação.
Dia após dia.
Jogo após jogo.
Não por causa do Herrera.
Não por causa do Dentinho.
Não por causa do Mano.
Por causa do Corinthians. E sucesso eles fizeram porque entenderam a “lógica” metafórica enraizada no “consciente coletivo” de a torcida ter o clube – e não o contrário.
Voltar à Série A não é feito. Não é marca. Não é história. Menos….
Voltar significa ganhar nova chance. De fazer melhor. De fazer direito. De FAZER.
Perder e ganhar continuarão fazendo parte da história do Corinthians.
Só quem não pode fazer o Corinthians perder é o Corinthians.
Que a lição tenha sido aprendida.
Do lado de fora, do alambrado, da arquibancada, de radinho colado no ouvido, da capela de São Jorge, de dentro do útero, nós nunca vamos abandonar!
Na vitória ou na derrota o grito forte….

 

 

 

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