Natal, tempo de Paz.
As redações repletas de ávidos estagiários, loucos para mostrar serviço, divertem-se à vontade nas especulações de fim de ano, colocando e tirando jogadores das equipes.
Muitos torcedores, já vacinados, evitam os noticiários nesta época, sabendo que serão bombardeados por factoides e notícias plantadas, sem o menor fundamento.
Porém, eis que surge Adriano, dando cores reais a fatos não inventados, não criados, mas mal explicados, por enquanto.
Vida pessoal é vida pessoal e vice-versa.
Férias são férias, cada um curte à sua moda.
E Adriano, como poucos, sabe muito bem fazer isso.
Curte seus momentos de folgas com a mesma habilidade que possui – ainda – pra fazer gols.
Balada acompanhado de um amigo tenente da reserva da Polícia, conheceu algumas periguetes e arrastou-as para fora da boate, para então, continuar a festa.
Adriano, o amigo e mais 4 mulheres partiriam dali, num dos carrões do atleta para uma noite/dia explosivos.
Porém, a explosão veio antes, ainda dentro do carro, vinda de uma arma de fogo, que pertence ao amigo de Adriano.
Certezas, muitas, o que de fato ocorreu, pode-se imaginar, mas as versões são as mais diferentes.
Certamente a moça assumirá a bronca, receberá uma boa grana, ganhará capas de revistas masculinas e aparecerá em programas vespertinos de péssimo gosto exibidos pela televisão brasileira.
A nós corinthianos pouco importa o desfecho dessa história.
O que importa é como Adriano se apresentará na volta das férias.
Pelas fotos tiradas por alguns paparazis, Adriano está em forma… de bola.
Seria ingenuidade acreditar que durante suas intermináveis férias Adriano recuperaria a forma.
Vai voltar mais pesado do que saiu.
Mais 20, 30 dias pra entrar forma, que se transformarão em 40, 45.
Adriano precisa se tratar, não sei do que.
Espiritualmente, psicologicamente, sei lá, não sei exatamente qual é o seu problema. Se é caso de pastor, padre, pai-de-santo, AA ou o que.
Só sei que o cara possui uma facilidade enorme pra se meter em confusão. Aparenta não ter senso do perigo, da responsabilidade.
É típico do cara que sabe que com a grana que tem, tudo se resolve.
Vai lá, paga alguém, convoca a imprensa, faz cara de ursinho carente e todo mundo cai na lábia dele.
Vamos aguardar o término das férias e ver qual será o desfecho disso, corinthianisticamente falando.
Da vida dele, ele (mal) cuida.
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