O Chapão e suas origens

27/01/2012

Recentemente o associado corinthiano compareceu às urnas para dizer Sim ou Não ao Chapão.

Venceu o “Sim”, queremos “Chapão”, por 60% dos votos válidos.

A título de esclarecimento a quem ainda tem alguma dúvida, o estatuto determinava que as eleições para o conselho deliberativo seriam através de chapas de no máximo 20 associados em condições de se candidatarem – tempo de associado, o principal filtro.

O eleitor poderia votar em até 200 candidatos e os mais votados individualmente seriam eleitos. Cada voto individual seria atribuído também à sua chapa.

Alguns setores mais retrógrados do clube entenderam que desta forma, os torcedores “organizados” e os corinthianos “obsessivos” formariam grupos pulverizados, podendo chegar ao “poder” no clube.

Uma absurda bobagem sem sentido.

Tanto é que levados por este temor, Waldemar Pires, ex-presidente e aliado da Oposição Corinthiana levou ao CORI o projeto de alteração estatutária, que retornaria o conceito das chapas de 200 candidatos em, elegendo a Chapa que receber mais votos, carregando os 200 eleitos para o Conselho.

Proposta aprovada no CORI, levada à votação e aprovada no Conselho e finalmente, aprovada na Assembléia Geral de Associados.

O discurso de quem apoiava o Não ao Chapão era a tese do poder consignado ao presidente eleito e ao seu grupo. Alguns chegaram até a conjecturar que com a volta do Chapão, haveria o risco, inclusive, do associado não votar mais para presidente, já que os 200 conselheiros manipulados, poderiam propor tal alteração estatutária, permitindo até a volta da reeleição.

Assistindo a este vídeo, feito às vésperas do Referendo que aprovou o novo estatuto, tal tese, de repente, pode até fazer algum sentido.

Por mais estapafúrdia que seja, não se esquecendo que nada se ratifica se o associado não desejar, mas, entretanto, faz algum sentido.


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