Salve o Corinthians

Por Marcelo Mayer

Link original da postagem: http://acessototalrevista.org/2012/salve-o-corinthians/

 

Salve o Corinthians

Existem três gerações de torcedores do Corinthians: a que viu o clube nascer, a que esperou o clube vencer e a geração que viu o clube vencer. Três gerações que juntas fizeram o Sport Club Corinthians Paulista ser uma batalha de nervos e inúmeras teses sociais das mais pertinentes às mais malucas. Porém, há surgindo em todo canto uma nova geração de fiéis torcedores: os sem história.

Não os culpo. Culpo o jornalismo esportivo, as redes sociais e o próprio clube. Criaram um circo em cima da taça da Libertadores maior que o próprio time, maior que a própria fantasia de uma camisa que se orgulha de pertencer ao folclore futebolístico. A TV vende a Libertadores do Corinthians como a mais importante. O Clube vende a Libertadores do Corinthians como a mais difícil. Desculpem, mas o gol de Basílio e o carrinho de Tupãnzinho têm níveis de dificuldade maiores que toda a Libertadores conquistada. Desmerecer a Taça Libertadores da América? Jamais! Mesmo porque eu estava no Pacaembu em todos os jogos desta campanha, inclusive no dia 4 de julho de 2012, e posso garantir que foi uma das maiores emoções de minha vida. Mas meu amor pelo Corinthians cultivado desde o tempo em que entendi o que era futebol não deixou que meu amor se tornasse uma prostituição. E das mais baratas.

A Libertadores não é mais importante que a quebra do Tabu em 1968, o Paulista de 1977, a Democracia Corinthiana, o Brasileiro de 1990, a embaixadinha de Edílson em 1999. E tal meu rebaixamento ao torneio continental não é desculpa e nem proteção por qualquer frustração futura. Não é mais importante porque a Libertadores não mede um grande time e não ilustra uma grande torcida. Essa nova geração vê o Corinthians pela televisão, no pay-per-view ou tomando um chopp na Augusta. Essa nova geração nasceu com títulos e vai crescer com um estádio. Essa geração jamais vai saber que nosso escudo fez parte da Semana da Arte Moderna de 1922 ou da Invasão Corinthiana em 1976. Hoje, a fila no Memorial é para ver a taça da Libertadores enquanto o Ezequiel é esquecido numa foto no chão. Quem precisa de 3 horas para tirar uma foto com a Taça, nunca precisou de 3 horas para comprar um ingresso. Sou feliz pela Libertadores inédita, mas muito mais feliz por ser corinthiano e o que representa socialmente fazer parte disso.

Vá sim ao memorial prestigiar a Taça Libertadores. É sim uma das mais importantes de nossa história, mas vá também conhecer e sentir como chegamos a esse título inédito. Não quero que meu filho um dia me questione “por que o Corinthians é sofredor? Não entendo. Vocês têm tudo!”. Eu serei obrigado a colocá-lo de castigo por tal sacrilégio e desordem emocional. Por um lado, não sou sofredor, mas um apaixonado. Mais importante do que comemorar uma vitória, é saber entendê-la. E viva o futebol, enquanto ele vive.

 

 

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61 Responses to Salve o Corinthians

  1. Fabio Castilho disse:

    Magnífico texto! Parabens ao autor.
    Concordo que temos (geração um pouco + experiente, rsrs) que ter cuidado em não sermos preconceituosos e rivalizar com as novas gerações de corinthianos. Os corinthianos “vitoriosos” com títulos!

    Comecei a ir em estádios no início da década de 80 (para muitos naquela época, eu também era “mal-acostumado”, já que o time era campeão paulista em 77/79/82/83). O importante é não perder a ESSENCIA do Corinthiano! Maloqueiro, sofredor, que acredita sempre e não importa o resultado, é FELIZ por simplesmente ser CORINTHIANO!

    Eu fui em 91, debaixo de tempestade ver o Timão ser eliminado pelo Boca num tal torneiozinho sulamericano que NINGUEM dava importância. E num morumbi bem vazio… E hoje ver pessoas que NUNCA foram em estadios, terem ido na final contra mesmo adversario, porem com o mesmo torneiozinho SUPER VALORIZADO PELA MÍDIA e ANTIS, após comprarem por preços ABSUUUURDOS!

    Dá uma sensação que valeu, por eu ter ido qdo não valia “nada”, a não ser pelo simples fato de ser um jogo do Corinthians.

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  2. Miro disse:

    Eu sou da geração “que esperou o time vencer” porque nasci depois de 1954 e concordo com o autor do texto. Prá minha geração e a dele, é obvio que ser corinthiano é mais importante do que ganhar a taça libertadores. O Corinthians nunca levou a sério ganhar essa taça no passado porque não era importante. A mídia criou a importância para esse torneio após alguns times brasileiros começarem a ganhar a taça jipe. Não foi os corinthianos. Portanto, é importante sim mas 1977 é muito mais importante. VAI CORINTHIANS.

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    • Paulo Marques disse:

      A Nossa história é rica por que nunca discriminamos ninguém. Para mim, esses torcedores que o sr. Marcelo tenta ridicularizar e que alguns chamam de modinha, tem o mesmo valor que os mais velhos que passaram até pela fila. E olha que eu tenho 51 anos !

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      • Marcelo Mayer disse:

        Eu não ridizularizei ninguém, não. E sim uma crítica a mídia e sua intenção de sempre diminuir o futebol.

        Abraços.

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  3. Ulisses_Coringão! disse:

    Voltando aqui depois de um tempinho de ressaca… Penso que
    CORINTHIANO é CORINTHIANO e sempre será enquanto existirem bons “Griots” independente de época, maré, ou o que seja…

    Viva o Corinthians e viva Corinthians!!!

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  4. Leandro disse:

    Essa libertadores foi mais um “não” que inventaram na vida do Corinthians pra gente dizer um SIMMMM. E assim tem sido ao longo da nossa história.
    Concordo com você Silvinho, mas no jogo do botafogo, quando a torcida adversária gozava a gente pelo placar, embora a torcida retrucasse um “é campeão”, ela não se mobilizou a gritar que “libertadores o botafogo nunca viu”. E isso me fez refletir sobre o assunto.
    É difícil calcular se agora que nossos “maiores” desafios foram vencidos perdeu a graça de ser Corinthians. Como profissional de marketing que sou, arriscaria dizer duas coisas que aprendi:
    – reputação não se cria em um, dois ou até dez anos. Se conquista com história; esta parte temos bem feita, a custa de muito sofrimento;
    – um case vitorioso jamais pode servir de alento para nos desmotivarmos a seguir trabalhando; quando menos se espera, outro desafio bate a porta para que o enfrentemos.
    Temos nós, da “velha guarda”, a missão de educar a geração libertadores sobre o que é Corinthians. Se antes a gente pôde vivenciar o que é ser Corinthians in loco, hoje, ao menos a gente tem como mostrar como foi essa história através dos vídeos, livros, sites, etc., mas sem se esquecer do mais importante: ser Corinthians é viver Corinthians.

    Abraços
    Leandro

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  5. Regi disse:

    Silvio, blza?

    Por favor, não sei se voce sabe essas informações, caso sim, poderia me dar uma ajuda?
    Planejo ir ao Parque São Jorge, mas além do memorial, queria muito visitar outras dependencias, capela, Fazendinha, almoçar no restaurante etc.

    Vi no site do Corinthians que tem essa visita:
    http://www.corinthians.com.br/portal/clube/default.asp?categoria=Visitas

    Como moro fora de Sampa, e tenho que viajar, não queria correr o risco de chegar lá e ser surpreendido que este serviço não esta em funcionamento…

    Por favor, saberia dizer se basta ir ao Parque e solicitar isso na portaria? Ou é preciso ligar antes? Sabe se tem tido visitas como essa?
    Outra coisa, o Parque tem estacionamento próprio para quem visita?
    Ou é melhor deixar o carro em outro lugar?

    Agradeço muito a ajuda
    Sds
    Regi

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    • Blog do Silvinho disse:

      Amigo, se voce desejar vir durante a semana, no horário do almoço o acesso é livre ao restaurante, que fica dentro do PSJ

      Nos finais de semana, o preço para visitas por pessoa são 50 reais

      Existe também uma taxa para não sócios visitar o Memorial, preciso confirmar, mas parece que são 10 reais

      Voce sera bem vindo!

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  6. Vicente disse:

    EU nasci em 80 e não vivi 77. Como corinthiano conhece a história do meu time e me orgulho muito dele. Pra mim não tem essa de título mais importante não. Pra alguém pode ser 77, para meu saudoso avô era o de 54 sobre os porcos. O que importa é ser corinthians na alegria e na tristeza.

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  7. Vanessa Cine disse:

    Brilhante texto e criou uma discussão incrível e gostosa. Mas me perdoem as criticas, mas o texto em momento algum referiu-se a comparações de títulos ou gerações. E sim, claramente, no mkt exagerado que desvirtua um time e faz esquecer da onde viemos. O texto deix bem claro que a Libertadores é importante, mas há uma corrente da mídia desvirtuando tudo. Alguém aqui viu o post do Memorial? Ta lá a constatação deste texto do Marcelo. Filas, filas e filas para só ver a taça.
    Brilhante reflexão do autor e do blog que permitiu tal discussão.

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  8. Wilson Timão disse:

    Vou a quase todos os jogos desde o começinho dos anos 70. Estive em todos os jogos importantes desde 74, sofrendo nas derrotas e vibrando muito em todas conquistas. Sempre com o Timão na alegria e na tristeza.

    Minha experiência permite dizer que o título mais importânte do Corinthians com certeza é o proximo.

    (Dá para explicar o Júlio “Jacaré” Chester com a número 1)

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  9. Carlos Dias disse:

    Desculpe não concordar com muitos q falam do titulo de 77 como o mais importante, ele foi expressivo naquela epoca, comemorei muito emocionado com minha pequena filha, mas vibrei muito mais com a invasão do Maracanã em 76 e em 2000 quando ganhamos o titulo Mundial de Clubes da Fifa.
    Cada um guarda o q lhe parece mais precioso, a narração da invasão corinthiana no Maracanã pelo Osmar Santos ecoa ainda na minha memória.
    Vivi tudo isso, comecei pobre na vida, e consegui um bom futuro aos meus filhos e netos, mas eles nem de perto se consideram sofredores, viveram muitas conquistas, cada um tem uma forma de pensar, eu respeito todas, mas tenho a minha.
    Como ja foi dito pelo Sócrates: ser corinthiano é um estado de espirito.
    Eu curto as vitorias, as conquistas e justifico pra mim mesmo, que as derrotas fazem parte da vida; isso pra mim é um estado de espirito, de um apaixonado pelo Corinthians, mas longe de ser um sofredor. Mas nada contra quem gosta de usar esse jargão.

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  10. Ernesto de Minas disse:

    Faleceu hoje Jorge Vieira; excelente treinador dos campeonatos de 79 e 83. Que sua alma esteja com Deus!

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  11. Edvania Lima disse:

    Nasci em uma família de Santistas… mas na adolescência aprendi a gostar do Corinthians….
    1999 – Morumbi… meu primeiro jogo no estádio….. embaixadinhas do Edilson…. ME APAIXONEI… entrei para o “bando de louco”…..
    de lá para cá nunca mais larguei e não vou largar rsrsr
    Obrigada Silvinho por seus textos!!! Mto bons e informativos!!!
    Detalhe: Mta gente fala q é Corinthiano mas nem sabe como o time “começou” kkk ou até mesmo qual a rodada atual do brasileiro kkkk

    Vale a pena ver:


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  12. Jonas disse:

    Não vivi 77, porém tenho grande respeito pela conquista.
    Não concordo muito com esse negócio de comparações de títulos, cada torcedor tem o seu especial e pronto.. pra história do clube todos são especiais.

    Não gostei da forma como o autor do texto tratou a futura geração de Corinthianos, a próxima geração será reflexo dessa, cabe aos Corinthianos de hoje transmitir a nossa história da melhor forma possível.

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    • Alexandre disse:

      Concordo com vc e discordo do Silvinho. O clube evolui, novas conquistas virão, mas a essência do Corinthians nunca morrerá.
      Time do povo, guerreiro.

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  13. otrebor disse:

    Você quer que um garoto de 10, 14, e 18 anos fale mais da conquista de 77 do que da libertadores de 2012 ?
    Eles vivem hoje e devem comemorar o Corinthians campeão da libertadores sim, 77 faz parte do passado não para ser esquecido mas não mais para ser comemorado, Corinthians 2012 muito maior que Corinthians 77 e muito menor que Corinthians 2020.

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    • Ernesto de Minas disse:

      É isso Roberto; lembrar as glórias do passado , mas sem saudosismo. Tempo bom é o atual e após a abertura da Copa teremos tempo ainda melhor.

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  14. Silvinho, enquanto isto lá pelos lados do “ninho do urubuzinho”…

    É ou não é uma piada o time que um dia quis rivalizar com o TIMÃO… Tirando todas as chacotas recentes, vejam a última…
    1. Flamengo faz proposta para ter Felipe, do Vasco
    Clube oferece salário de R$ 500 mil ao meia, que tem seis jogos disputados no Brasileirão. Se jogar na quarta, não poderá sair para outro time da Série A
    2. Felipe descarta jogar no Flamengo: ‘Quero encerrar a carreira no Vasco’

    Enquanto isto…. Seleção da Libertadores da América tem Neymar e base do Corinthians
    Além do técnico Tite, Cássio, Leandro Castán, Paulinho e Emerson Sheik estão no time. Neymar, do Santos, também aparece na lista da Conmebol…
    ….
    Enquanto isto pelos lados TURBULENTOS do Parque São Jorge….
    1. Com melhor público da Série A, corintiano quer “cativar torcida”
    2. Emerson se torna alvo de pontapés após Libertadores e vira o mais caçado do Brasileirão
    3. Tite revela vontade de Guerrero: ‘Ele se colocou à disposição’
    4. Martínez aparece no BID

    Vou ficar por aqui….

    Abraços

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  15. Daniel Spencer disse:

    Que texto fantástico, não podemos perder nossa identidade, ser CORINTHIANO “com H mesmo” é algo muito complexo e exige uma reflexão sociológica a todo tempo. Que legal pela Libertadores porém Corinthians esta acima disso

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  16. Paulo Henrique S.C.C.P disse:

    Antes de mais nada, um texto brilhante, mas eu concordo com o caro amigo Ernesto Teixeira. Não sou sofredor, e sim sou felizardo em ser mais um corinthiano.entre os mais de 30 milhões espalhados por todo canto desse país. Sou de uma geração que vivenciei um Corinthians mega vencedor… ganhando todos títulos possíveis, mas com tal do ‘sem-libertadores’ e ‘sem-estádio’ que engasgavam até a alma. ‘A nova geração’ representará a nova safra de corinthianos no futuro e a ‘velha geração’ famosa por ser ‘sofredora’ não estará viva para presenciar – infelizmente, claro -, mas é assim que segue a vida e um clube centenário de tantas glórias e histórias a contar. Cada um terá seu título, seu jogo e seu ídolo preferido e contará para seus filhos, netos e etc.

    A nova geração que começará A PARTIR de agora, pós Libertadores-2012, será aquela geração que não vai precisar ouvir mais nada (embora, pode esperar tudo de um anti-corinthiano!). E sim, tentar ao máximo a aprender a cultivar o corinthianismo, que no fim das contas e no resumo total dos quase 102 anos até aqui, é o mais importante de todos, e entre todos os títulos conquistados. Esse Corinthians do presente – que já é o do futuro – é um novo corinthians para a criançada de logo mais, mas nunca deixará de ser o Corinthians de 1920, 1930 e 1940 (apenas 1 Paulista na década!) 54-77 (a fase mais angustiantes e terrível!), democracia, 1990, 1995, do fantástico triênio 1998-2000, de 2002, 2005 com ídolo argentino (grande Tevez!), de 2007-2008 (a maior tristeza de nossa história!), 2009 de Ronaldo Fenômeno (que acredito que todos presenciaram e ajudou a crescer ainda mais essa torcida ‘mirim’) e o Corinthians pós centenário, que começou a todo vapor que terminou com seu último tabu neste ano de 2012.

    Esse é o GRANDE e IMENSO Corinthians MAIOR que qualquer conquista – INDISCUTÍVEL! – e sua FIEL torcida tão ou quão grande ao mesmo nível, grau e intensidade!

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    • Ernesto de Minas disse:

      Se é a mim que se refere, sou Ernesto de Minas; se é a outro Ernesto me perdoe. É que eu escrevi abaixo e não aceito o rótulo de “sofredor”.

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      • Paulo Henrique S.C.C.P disse:

        Pô, perdão cara nem sei de onde tirei esse Teixeira, devo ter confundido com outro sobrenome por aí. E é sobre você mesmo e compartilho da ideia sobre esse rótulo de “sofredor”. Nunca fui e nunca serei sofredor e sim torcedor felizardo por ser ‘corinthiano’.

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  17. Flávio Augusto disse:

    Concordo com algumas coisas do texto, outras não. Mas os comentários de todos ai embaixo complementa, completa e deixa o texto perfeito.

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  18. Marcelo Mayer disse:

    Agradeço a todos os comentários e pela oportunidade de participar deste espaço. Graças a democracia que nosso time nos ensinou, podemos compartilhar de todas as opiniões sabendo que no final iremos erguer a mesma bandeira! Obrigado a Silvinho, me sinto honrado! E obrigado, mais uma vez, a todos que concordaram, discordaram, opinaram… E termino meu agradecimento com um dos versos mais belos já feitos para o nosso time!

    “Corinthians, Cachaça do Torcedor
    Colorido em preto e branco
    Sem preconceito de cor
    Ah, Corinthians, quando és o vencedor
    Pobre fica milionário
    Rindo da própria dor”

    Vinte Anos de Espera
    Por Paulinho Nogueira.

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  19. NINO disse:

    Parabéns pelo texto, mas não podemos comparar gerações, eu fui ao memorial com meu filho que tem 22 anos, desde que ele era criança eu procuro lhe explicar as origens do Corinthians e o porque dessa paixão e na visita fiz questão de mostrar a ele não só a taça de 77 como muitas outras, quanto ao sofredor eu nunca gostei deste adjetivo, fui campeão paulista em 77 com 11 anos de idade e apesar das dificuldades sempre tive alegria em ser corintiano!
    Pra encerrar eu concordo com Mario Gobbi,”O Corinthians é muito maior que a Libertadores”.

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  20. RAGI disse:

    Conforme o aludido no post eu me vejo em duas dessas OPORTUNIDADES, pois tudo na vida é OPORTUNIDADE.

    Iimaginem que no caso o SER VIVENTE, ele já é um VITORIOSO quando é CONCEBIDO, pois a CONCORRÊNCIA é com APENAS alguns MILHÕES de outros ESPERMATOZOIDES, mas se esse ESPERMATOIDE que te dá origem é o FELIZARDO na FECUNDAÇÃO do OVO, SUCESSO, e quando esse ESPERMATOZOIDE é CORINTHIANO ai se torna MARAVILHOSO.

    Pois eu sou daqueles que esperou pacientemente o TIME VENCER, já tinha visto o TIME DIVIDIR um Rio – São Paulo em 1966 eu vi a quebra do TABÚ PAULISTA naquele 06/04/68, vi também a conquista de DUAS Copas São Paulo, vi também o TIME ser CAMPEÃO do Torneio do Povo com o GOL do Tião Marino, vi o mais fantástico jogo de futebol no dia 25/04/71 quando vencemos de virada o Guarani da Capital por 4 x 3 com aquele GOLAÇO do Tião driblando a defesa INTEIRA do time que “DIZ” ter a defesa que ninguém “PASSA”, mas o Tião “PASSOU”, vi o TIME ser ROUBADO pelo FAMIGERADO Sebastião Rufino no Maracanâ, quando poderiamos ter decidido com o Guarani da Capital o Campeonato Brasileiro de 1972, tinhamos muito mais TIME que eles todos, vi o TIME ser CAMPEÃO do Torneio Laudo Natel num sábado a tarde em cima do Guarani da Capital que naquele tempo era chamado de “Academia” fiquei muito chateado quando perdemos o Campeonato Paulista de 1974 para o Guarani da Capital após uma FALTA clamorosa em cima do Rivellino e o grande Dulcídio não deu e no contra ataque os caras fizeram aquele gol, tive a oportunidade de poder fazer parte da INVASÃO do Maracanã, mas o trabalho me impediu, fiquei frustrado quando fomos “VILIPENDIADOS” no Beira Córrego na decisão do Brasileiro de 1976.

    Mas pacientemente fiquei esperando e o dia da ALEGRIA chegou 13/10/77 “ENTÃO” 13+10+77= 100 é de CEM um título que vale por CEM esse marcou MUITO, mas eu digo que SER CORINTHIANO é ser DIFERENTE, você simplesmente SE DESCOBRE CORINTHIANO, pois CORINTHIANO não se TORNA é CONCEBIDO e é assim, pois eu ME DESCOBRI CORINTHIANO, assim o Título da Libertadores não me LIBERTOU pois eu NASCI LIVRE.

    Porque aqui é CORINTHIANS!

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  21. Múcio Rodolfo disse:

    Antes de 1990 eu via os outros times sendo campeões brasileiros e o Corinthians não. Vi o Entregacional ser tri-campeão brasileiro e pareceia que aquilo seria rotineiro na vida deles. Vi times menos cotados como Guarani, Coritiba e Bahia ganharem e o Corintians não. Fica me perguntando: qual seria a sensação de poder gritar “campeão brasileiro”. Na boa. No dia que ganhamos dos bambis com aquele gol do Tupãzinho senti a mesma coisa que senti quando o Sócrates e o Palhinha mataram a Ponte no começo de 1980; que senti quando o Biro-Biro arrebentou com os bambis em 82 e que senti quando o Viola acabou com a banca do Guarani em 88.

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    • Blog do Silvinho disse:

      Vibrei muito em todas as nossas conquistas, inclusive a mais recente

      Mas em nenhuma delas vibrei mais do que 77

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      • Silvinho,

        Nasci no ano em que o Timão foi campeão pela última vez antes de 77 – 1954.

        Morava em Tubarão e hoje estou em Jaraguá do Sul (SC)… Naquele 13-10-77, fiz um churrasco na casa de meu irmão mais velho que tinha ido ver o jogo ao vivo, com uns amigos corinthianos e outros…

        Na hora do gol do Basílio, pulei pela janela com a bandeira enrolada no corpo e caí encima de uma roseira, que me salvou de sair em tiras no lugar dela (risos)…

        Comemoramos até as 6 da manhã e acho que foi a 1ª vez que cheguei atrasado no trabalho em quase 22 anos de Banco do Brasil, plenamente justificado (risos)…

        Na mesma semana um jornal de Tubarão publicou uma foto minha e alguns amigos que também estavam na festa, ainda comemorando o título o título num boteco… Vou te passar o link e veja se consegue postar… sou o de barba com 23 aninhos…

        http://www.facebook.com/media/set/?set=a.486205154727333.128284.100000135581294&type=3

        Comemorei muito também 82, 83, 90, 98, 99, 2011, 2012 e outros mais…

        Abraços

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  22. Jeferson José disse:

    “Ser campeão não é fundamental, o fundamentaal é ser CORINTHIANO.”

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  23. Luís Carlos disse:

    Acho que a “nova geração” deve ser nivelada a qualquer outra. Não é porque nasceram vendo o clube ganhando títulos, estádio e centro de treinamento e dispõem da modernidade e do conforto da tv que são piores ou melhores que qualquer outro.

    Todos nós vamos morrer. E quem continuará cultuando o clube, seja enchendo estádios, assistindo a tv, ouvindo rádio ou pelos zeros e uns da internet serão as “novas gerações”. E o Corinthians continuará sendo o que sempre foi, porque essa “nova geração” carrega a mesma sequência de DNA que carregamos hoje, e que nossos antepassados carregaram.

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    • Blog do Silvinho disse:

      O que todas as gerações tem em comum é que todos somos corinthianos e maloqueiros, um dia sofredores…

      Ha muito tempo deixamos de sofrer, o sofrimento foi trocado pelo prazer da luta, da briga, com garra e valentia

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  24. Carlos Amaral disse:

    A geração atual não pode ser chamada de “sem-história”. Há uma renovação na vida(inclusive no futebol e na torcida), e a geração atual pegou um clube melhor estruturado e que derrubou seu último tabu. Talvez criem outros, mas cada um dá a importância devida para cada conquista em sua vida, e no futebol não é diferente. O clube está aproveitando o momento de euforia da torcida e lucrando com isso, que é o que sempre esperávamos da administração(exceto aqueles que acham que o Corinthians “explora” seus “pobres torcedores”.

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  25. Alessandro disse:

    Eu gosto de ver o Corinthians jogar.
    Isso já me dá uma alegria danada. Gosto de ver nossa torcida curtir a si própria.
    Gosto de relembrar todos nossos tíulos sem exceção.
    Já assisti o DVD 23 anos umas 30 vezes e não me canso.
    Gosto de estar no Parque São Jorge, gosto do Pacaembu e gosto de São Paulo pois tem o time mais emblemático do futebol Mundial e não tem o nome da cidade em que nasceu.
    Lembro que quando era moleque, os jogos ao vivo eram raros, ouvi centenas dele no rádio e era bom demais.
    As vezes não gostava de saber o resultado para assistir o compacto como se fosse ao vivo.
    Não temos um único ídolo, temos centenas, cada Corinthiano tem o seu, cada um de nós tem o seu título preferido, seu jogo inesquecível.
    Essa é nossa diferença.

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  26. Nivaldo disse:

    Estou com o Jonathan, nós corinthianos é que devemos manter a história viva, se no passado a gente sofria com o tabú dos sardinhas, e eu fui batizado pelo espirito corinthiano justamente num domingo, em um clássico com o Negão arrebentando num Morumbi que só tinha ainda a metade das arquibancadas; foi presente de aniversário ir ao jogo. Fui ao mesmo Panetone em 1974 contra o Palmeiras, sózinho, muleque ainda, assistindo de pé na geral sem enxergar quase nada (qto. dinheiro já demos às bibas) e depois em 1977 chegando no Privadão às 08:00 da manhã para esperar até as 16:00 num domingo que me pareceu que metade de São Paulo estava nas arquibancadas, não dava nem para respirar… e muitos outros jogos tão marcantes, mas não sou nostálgico. Essa memória e esse sofrimento é nosso, a mulecada de hj, os fiéis do pay-per-view, do sofá, os loucos que assistem nos bares, todos eles também são cidadãos da nossa república, assim é e assim já enxergou o Andrés lá em 2007, quando começou a mudar tudo o que o clube não devia ser mais. Vamos nos acostumar com estes novos tempos, para mim todos os títulos são importantes, em todos eles pusemos nossos corações para conquistá-los e isso a nova geração já enxergou. Na arquibancada, no sofá, no bar, no telão, seja onde for, quem estiver gritando Vai Corinthians! está pondo todo seu coração naquele momento.
    Vai Corinthians !!!

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    • Blog do Silvinho disse:

      Exaltemos qualquer conquista!

      Do atletismo à zarabatana, onde houver um ser humano trajando nosso manto, Vai Corinthians!

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  27. Randal disse:

    Excelente.
    Ao menos para mim, é o texto mais completo e que diz exatamente o que eu penso.
    Parabéns ao autor

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  28. Não gostei tanto do texto do Marcelo, algumas coisas sim, outras não.
    Sempre fui Corinthiano, desde criança e sempre torci bastante.
    Mas também, desde criança sou zuado por não ter estádio e não ter a libertadores.
    Você pode ter crescido vendo o gol de 77, sendo caçoado anteriormente por ficar na fila duas décadas, por isso, esse título pode ser mais importante para você. No entanto, eu, como muitos outros, cresci com esse título da libertadores engasgado. Desde que o São Paulo conseguiu na década de 90 e ficou insuportável depois que o Palmeiras conseguiu, ainda passando pela gente.
    Não estou dizendo que é mais importante que outros títulos, nunca diria isso, mesmo porque, amo a história do Corinthians. De como, mesmo sem títulos durante mtos anos, a torcida só cresceu nesse tempo.
    Não dá para julgar nem o cara que sofreu em 70 e nem o cara que sofreu desde 2000 até agora.
    Meu filho vai saber pq corinthiano é chamado de sofredor porque eu o ensinarei a história do nosso time.
    E também vai assistir todos filmes do Corinthians mais de uma vez 😉

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    • Blog do Silvinho disse:

      Eu diria que o Corinthians pode ser dividido entre Antes e Depois de 77

      Haja vista todas as conquistas que vieram depois desta

      77 foi o resgate da nossa dignidade, do nosso orgulho

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      • Israel (Ribeirão Preto-SP) disse:

        Certo Silvio, eu vivi esse tempo e falo de cadeira, fomos muito zuados pelo tempo sem titulo, depois que ele veio, nos conquistamos todos os títulos que disputamos e vamos conquistar mais. Na minha ótica todos os titulos são importantes, já comemorei até torneio Laudo Natel.Um abraço a toda Nação Corinthiana.

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    • Marcelo Mayer disse:

      Olá, Jonathan. Fico feliz por ensinar a história de seu time ao seu filho! precisamos disso. E eu não vi o título de 77. Eu nasci em 84.

      Abraços e obrigado pelo comentário!

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    • Paulo Henrique S.C.C.P disse:

      Sim é o que eu digo Jonathan. Para quem vivenciou o título de 77 é o maior e mais simbólico, mas não quer dizer que este seja de fato o maior título do Corinthians e sim, o mais emblemático. Assim como o Mundial é para mim o maior de todos, até mesmo pela lógica e não pelo momento e a fase vivida. E para a criançada de hoje a Libertadores será a mais importante para eles e assim segue cada um com seu momento épico e preferido. E há quem prefira o Brasileiro de 90, ou a Copa do Brasil de 1995. E os nossos avós que viram o Paulista do quarto centenário em 1954, esse será seu maior título, como meu querido e amado Vô, já falecido, me citava e falava o quanto valia aquela Paulista de 1954 e toda a história com um timaço com Luizinho ‘o pequeno polegar’ (um dos mais técnicos e maiores jogadores de nossa história!) e Cia levando o título em cima do maior rival, que na época era grande e hoje não passa de um mediano timeco da rua turiassu.

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  29. Ernesto de Minas disse:

    Nunca gostei dessa expressão “sofredor”; já ouvi Geraldão Manteiga dizer ” o corinthiano já nasce sofredor”. Sofredor o escambau! Sou é muito feliz em ser corinthiano; chorar pelas derrotas torcedor de todo time chora. Nasci nos anos 60 e me lembro dos meninos de minha idade querendo que eu fosse santista já que palmeirense eu não seria mesmo. Nunca passou pela minha cabeça torcer prá outro time porque corinthiano sofre; nunca me senti sofredor, apenas sofrendo no momento de uma derrota por exemplo. Concordo em parte com o Silvinho sobre a importância dos títulos. Acho que está se dando uma dimensão exagerada à LA, inclusive por parte de nossos diregentes. Mas tbém acho exagero exaltar em demasia o título de 77. Ele foi importantíssimo na época, mas olhando de hj prá trás vemos que o Corinthians não fez mais que a obrigação.

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    • Ernesto de Minas disse:

      Perdão, o texto é de Marcelo Mayer.

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    • Blog do Silvinho disse:

      O time da Ponte em 77 era uma espécie de Barcelona daquele tempo

      Carlos, um dos melhores goleiros da época, Leão já estava no declinio

      Jair Picerni, um baita lateral, Oscar e Polozzi, viveremos muitos anos e não veremos zaga como essa, assim como Odirley, bata lateral

      Vanderley, Dicá e Marco Aurélio, esse meio de campo dava medo

      Lucio, autentico ponta daqueles tempos,nao era diferenciado, mas perigosissimo, bem como o Tuta

      Rui Rei, goleador

      Ganhamos desses caras todos

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      • Múcio Rodolfo disse:

        Silvio. O pessoal não pode esquecer que para chegar a final e encarar a Macaca passamos pelos nossos riviais. O Manjubinha era decadente na época, mas o Chiqueirense tinha o mesmo time que foi campeão no ano anterior e os Bambis praticamente o mesmo de 75. Isto sem contar Portuguesa, Botafogo e Guarani que tinham bons times.

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      • Fernando disse:

        E só pra lembrar, naquele campeonato o Corinthians não tinha ganho da Ponte ainda…

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  30. AndersonII disse:

    Para os antis, era preciso achar alguma coisa para abafar a euforia dos Corinthianos com a conquista da Libertadores.

    Se fosse conquistada em cima de um boliviano, já estavam preparadas todas as desculpas.

    Se fosse conquistada nos penaltis, nem se fala.

    Se fosse sobre um erro do árbitro então, saiam de baixo, seria identico como ao nosso titulo mundial, chamado de “verão”.

    Então, como foi de forma exemplar, invicta, sobre vencedores de 11 titulos, Vasco, Santos e Boca, qual seria o mote para desmerecê-la, ou diminuí-la?

    Pronto. Alguem falou, 77 foi maior, e “está aí”, é isso.

    Se eles proprios acham isso, então beleza. Pegaram o gancho.

    Eu nunca entrei nessa. Vivi 1977, chorei, pulei muito mais do que agora, porém é inegável, que com essa Libertadores, enfiamos “até o cabo”, no rabo dos antis, que estão com uma dor profunda e que não vai passar nunca.

    Adorei e não esqueço, as embaixadinhas do Capeta, os “dedinhos” do Christian, os indicadores do Ronaldo, a cobertura do fenomeno na Vila, o gol de Adãozinho contra os porcos, os gols de Riva, Flavio, Paulo Borges, Basilio.

    O calcanhar de Zenon para o Magrão, contra as Barbies,

    As defesas de Dida, e o chororô do Rai.

    Eu vivo o que diz o refrão: “Corinthians minha vida….minha história”.

    Tudo é grande, não tem maior, nem menor.

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    • Blog do Silvinho disse:

      Em resumo, isso se chama Corinthians

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    • Múcio Rodolfo disse:

      Eu acho que vc está muito precupado com as teorias dos antis. Pra mim tem vários campeonatos que eu testemunhei que me são fascinantes e que eu faço questão de rever (os campeonatos paulistas de 79-82-88, a Copa do Brasil de 95 etc) O fato de muitos de nós valorizarmos mais o Paulistão de 77 não significa que não damos importância a conquista da cucaracha. Todos estes fatos que vc citou foram marcantes e mostra o quanto somos diferentes. Vibramos e nos satisfazemos não só com títulos, mas com vitórias e reações empolgantes. Teve uma quarta-feira que eu fiquei hiper contente porque o Corinthians empatou com o Juventus. Dizer uma coisa dessas para a moçada de hoje soa como “pequenez”. É que os caras não sabem que o Juventus tinha na época um bom time, sempre engrossava contra a gente e naquele dia estava ganhando por 3×0. É assim, a cucaracha foi ótima. Ganhamos da melhor maneira possível: invicto e pegando 3 grande times pela frente (o máximo que qualquer time enfrenta nesta competição), só que – pensando emocionalmente, temos títulos tão a quem demos mais valor.

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