Opinião: Como tornar o Brasil um país olímpico

Já manifestada nossa opinião neste espaço, o Brasil não é um País Olímpico.

E a duras penas se mantém como o “País do Futebol”.

Até acredito que este título – “País do Futebol” – nos pertencerá por muitos anos.

Porque o futebol é a paixão número 1 do brasileiro.

E o agente catalisador desta paixão é a rivalidade entre os clubes.

Corinthianos e palmeirenses, pontepretanos e bugrinos, flamenguistas e tricolores, cruzeirenses e atleticanos, colorados e gremistas, entre tantas outras.

E a principal delas: corinthianos x o resto do Brasil.

A paixão pelo seu clube, apimentada pela rivalidade clubística.

Paixão que move milhões pelos estádios, bilhões em dólares pelo Brasil e o mundo todo.

Paixão cantada em verso e prosa, presente nas telas do cinema, nos palcos dos teatros, nas conversas nos bares, em toda discussão sobre futebol, lá está a rivalidade.

Nos áureos tempos do basquete brasileiro, também havia rivalidade. Sírio e Francana, por exemplo, lotavam os ginásios quando jogavam.

O vôlei brasileiro saiu praticamente do limbo através da rivalidade entre o time da Pirelli e o da Atlântica Boavista, no início dos anos 80.

Rivalidade, caros amigos. Rivalidade!

A paixão no esporte é movida pela rivalidade. E será este o caminho que poderá tornar o Brasil um país olímpico.

E não haverá outra maneira se não os clubes de futebol tornarem-se olímpicos.

Imaginem, amigos, numa prova de ciclismo, nas piscinas, nas quadras, nos tatames, competições que envolvam os maiores clubes brasileiros, com os maiores atletas e suas apaixonadas torcidas nas arquibancadas?

E tudo isso com apoio da mídia, da iniciativa privada e do governo, uma ação conjunta e estruturada que permita que os esportes olímpicos cheguem ao alcance de milhões de brasileiros.

Porém, reitero, não haverá outra forma, outro caminho, se não o apoio ao esporte em geral passando pelos clubes de futebol.

Que o governo e a iniciativa privada visualizem este caminho.

E os clubes, que se estruturem, organizem-se, os esportes olímpicos no Brasil só tem a ganhar com isso.

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16 Responses to Opinião: Como tornar o Brasil um país olímpico

  1. AndersonII disse:

    A Inglaterra Silvinho, nos jogos de Atenas em 2004, ganhou
    9 medalhas de ouro, 9 de prata, e 12 de bronze. Total 30.

    O governo resolveu repassar o dinheiro diretamente para os atletas, de acordo com seu rendimento.

    Veja o resultado passados 8 anos, nestes jogos.

    No Brasil, o dinheiro é repassado para intermediários, e Prefeituras, e se perde na ineficiência e na burocracia.

    É um caso prá pensar, de como aplicar bem os recursos.

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  2. Fabricio Macedo disse:

    O Brasil não é mais o país do futebol a alguns anos, hoje somos o país do MMA, tem quem não goste, mas é a verdade!!!!

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  3. PAULO disse:

    O BRASIL NUNCA SERÁ UM PAÍS OLÍMPICO POR ALGUMAS RAZÕES:
    -AQUI É O PAÍS DO FUTEBOL
    -SÓ UMA MUDANÇA DE MENTALIDADE E COM BOAS ESCOLAS TERÍAMOS CHANCE PARA ISSO, CITO COMO EXEMPLO OS ESTADOS UNIDOS ONDE LÁ SIM AS ESCOLAS FORMAM ATLETAS.
    -SOMOS POR NATUREZA UM PAÍS CORRUPTO ONDE OS RECURSOS DESTINADOS AO ESPORTE SÃO ROUBADOS.
    -BOA PARTE DO NOSSO POVO É PREGUIÇOSO, PREFERE VIVER DE GOLPETES E PEDIR ESMOLAS.

    SEM CHANCES…

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  4. Alexandre disse:

    Discordo totalmente. O Brasil não é o país do futebol, é UM país do futebol.
    Justamente por todos, desde crianças viverem apenas de futebol. Na escola onde estudei, tinha quadra poli-esportiva. Dava pra jogar basquete, volei, handbol, etc. Mas o que a galera queria jogar? FUTEBOL.
    Eu moro na cidade do basquete, Franca. Adoro basquete, mas só.
    Acho que o caminho seria a construção de Centros de treinamento pelo país. Vários espalhados pelo país.

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  5. Tudo é possível. Basta vontade e iniciativa. E antes disso, uma profunda mudança nos velhos conceitos praticados

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  6. observador disse:

    essa Olimpiada encheu o saco por causa de tantas desculpas

    que falta apoio, condições, estrutura, etc…..etc……

    jamais, em outras épocas, o esporte amador recebeu tanto $$$$$$$$$$, e tanto apoio como agora

    na verdade, os atletas são folgados, eles não têm idéiia do que é trabalhar das 8 as 18, com pressão de resultados e a qualquer momento pode ser mandados embora

    o atleta assina um contrato, treina muitas x um periodo só, de vez em quando tem uma competição, ( bem diferente do futebol que jogam praticamente quartas e domingos , tão criticados por eles) e ainda reclamam de cansaço)

    tudo balela, desculpinhas esfarrapadas de preguiçosos, pessoas que se contentam em viajar , trazer muambas e tirar “retratos” e não sabem o que é respeitar os próprios patrões e principalmente a sua pátria

    se patrocinadores já se afastavam dos esportes , depois de Londres será praticamente impossivel arrumar alguém que acredite nesse grandes lutadores e competidores

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    • Blog do Silvinho disse:

      Primeiramente a questão principal é quanto chegam e se chegam estes milhões investidos aos atletas. Acredito que muita coisa vai ficando pelo caminho. Outra questão é que poucos são os atletas que se encaixam nessa situação que você descreve, a maioria rala, treina duro, mas é dificil competir com países que ha decadas investem no esporte

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      • observador disse:

        rala , treina e viaja para participar, não pra competir e ganhar

        ou seja, sem foco e jogando dinheiro fora

        se não é para ganhar e só para fazer número, melhor irem os mesmos 2 ou 3 que vão sempre lutar pra vencer

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      • Fernando disse:

        Países com mais medalhas que o Brasil: Cazaquistão, Bielorussia, Coreia do Norte e Etiópia. Quanto a mais de dinheiro eles investiram???
        Não é só investimento o problema, veja que nos esportes coletivos a gente vai bem (vôlei, futebol, até o basquete, apesar de não disputar medalha), infelizmente parte do problema é a baixa capacidade psicológica de nossos atletas que não aguentam pressão.
        Falta investimento? Sem dúvidas!
        Mas isso não justifica um que cai de boca, outra que cai pq o irmão caiu, o vento que atrapalha, um desmaio antes da única prova que vão disputar e por aí vai…

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        • Blog do Silvinho disse:

          Assessoria psicológica também faz parte do alto investimento

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          • Fernando disse:

            Qual assessoria psicológica teve um atleta da Etiópia que viu milhões morrerem de fome?
            O problema aqui é que sempre tem desculpa para tudo. Vento, falta de patrocínio, não estar no esquema, etc…

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  7. É uma excelente ideia, porém acrescento que o esporte amador deve antes de mais nada, nascer do amadorismo nas escolas e universidades. Com professores de educação física com a missão de descobrir, revelar e principalmente formar novos atletas.

    E a mídia parar de ficar inventando fofocas futebolísticas e perder o tempo que perde inventando factoides, para dar cobertura maior a outros esportes!!!

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    • Mauro, os clubes podem formar parcerias com as escolas. O Corinthians, por exemplo, mantem uma parceria vitoriosa na natação com o Colegio Amorim. Este tipo de parceria pode se estender a escolas publicas tambem, basta garimpar jovens que tenham talento para os esportes

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  8. Jacare disse:

    Na escola onde eu estudei o colegial, já na época, os equipamentos de educação física eram velhos e sem manutenção. Víamos um depósito lotado de peças quebradas e nunca levadas para conserto. Hoje, a situação está pior ainda e a única opção ainda é o futebol de salão que exige apenas uma bola e um apito para ser praticado.
    Os clubes deveriam obter um incentivo para implantar esses esportes, mas com cobrança e responsabilidade. Seria genial, termos em uma preliminar de um jogo de futebol no Pacaembu uma série de competições com atletas de vários clubes em diversas modalidades olímpicas. A tabelas de resultados seria divulgada junto com os resultados das partidas e isso faria parte dos contratos com as emissoras.

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  9. Luís Carlos disse:

    Eu não vejo dessa maneira.

    Na minha época de infância, qualquer lugar plano era lugar para uma partida de futebol. Onde não havia esse espaço, a rua servia como campo. Depois da escola, o almoço, talvez o dever escolar, e sempre uma partida de futebol, alternada com brincadeiras sazonais: pipa, pião, taco, etc. Todas atividades físicas. A única brincadeira que não era sazonal era o futebol.

    Hoje as crianças não praticam qualquer atividade física. Vão à escola de carro em vez de irem a pé sozinhos e voltarem com o nariz ensanguentado por brigas dia sim, dia sim. E passam o resto do dia jogando vídeo game ou na internet.

    Aprendem a brigar em “escolinhas” de lutas de agarra-agarra e não na rua. Desenvolvem seus músculos levantando ferros em academias e não correndo atrás de pipa.

    E aprendem, e até estreiam seu primeiro contato no futebol, em “escolinhas” e não nas ruas. Mas não ingressam nessas “escolinhas” por vontade própria, pois o vídeo game e o twitter são mais divertidos e cansam menos. Entram nessas escolinhas por imposição dos pais.

    Alguns, somente por amigos do amante da prima do amigo da vizinha, conseguem um lugar num clube de futebol. E alguns desses alguns, somente se se juntarem a pessoa$ com nome$ e sobrenome$ certos, conseguem se tornarem jogadores profissionais, mesmo que não tenham o menor talento ou vontade pra isso e que não tenham aprendido nada nas tais “escolinhas”.

    Essa situação ocorre no mundo inteiro. E onde os principais jogadores do mundo jogam? Onde as empresas pagam mais para ligarem suas marcas aos times de futebol? De que países são os clubes que vendem mais camisas? Onde as tvs pagam mais para transmitirem os jogos?

    Não vejo o Brasil como país do futebol de forma alguma.

    Quanto às olimpíadas, acho que a tese é boa, mas acho difícil implementá-la.

    Primeiro porque os clubes não conseguiriam dinheiro suficiente pela pouca atratividade televisiva que um esporte olímpico tem. Se o governo faz jorrar dinheiro para os esportes olímpicos e pouco consegue, seria mais difícil ainda para os clubes. Teriam que tirar dinheiro do futebol pra isso. Seria como usar um cobertor triangular.

    Segundo, porque o Brasil é uma teta: distribui dinheiro e não cobra nada por ele. Nos países olímpicos, os atletas perdem suas bolsas de estudo se perderem competições. Sem dó; sem amizade$. E num clube essa teta tenderia a ser maior ainda. Se um atleta do futebol reclama por fazer duas partidas por semana e treinar duas horas nos outros quatro dias da semana (e procuram desculpa pra não treinar em pelo menos dois desses dias), como fazer um atleta olímpico treinar oito horas por dia por seis dias da semana com 100% de dedicação e vontade?

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