[Tema para debate] Porque nossos estádios estão vazios

Do Portal Vermelho:

http://www.vermelho.org.br/

Ao copiarem políticas de “modernização” excludente adotadas na Europa, cartolas brasileiros alcançaram estranha proeza. Elitizaram esporte e mantiveram clubes pobres

Por Irlan Simões, no blog Outras Palavras

Curitiba, 10 de dezembro de 2009. Estádio Couto Pereira: Torcedores do Coritiba, entre eles integrantes da torcida Império Alviverde, invadem gramado após término da partida que rebaixou o clube à Serie B do Campeonato Brasileiro. Confusão generalizada e ação desmedida da Policia Militar ocasionaram morte de um torcedor que não participou da invasão. O Coronel Ademar Cunha Sobrinho aponta que valor do ingresso, R$ 5, foi a causa do problema e sugere às presidências dos clubes uma medida que garanta “a elitização do público”.

São Paulo, 13 de maio de 2010. Jornal Lance: J. Hawilla, proprietário da Traffic, um das maiores traders do futebol brasileiro, declara em entrevista: “A turma que vai à geral agora, ficará assistindo só na tevê. É gente que não consome nada, depreda e mata no metrô. Não interessa mais ao futebol. Dá orgulho ver o público pagar R$ 300 pelo ingresso”.

São Paulo, 24 de maio de 2012. Programa Arena SporTV: Em debate sobre o alto preço pago pelos torcedores para frequentar estádios, o jornalista Alberto Helena Jr defende o que classificou como “nova tendência do futebol brasileiro”. Para ele o grande público, a massa, acompanhará aos jogos pela TV, enquanto o estádio terá a dinâmica de um teatro, com público elitizado.

Os casos acima – apenas alguns, entre muitos registrados nos últimos anos – ilustram uma lógica que vem ganhando força no futebol brasileiro. “Cartolas”, atores econômicos que veem no jogo uma fonte de lucros fáceis e comandantes das forças de segurança despreparados têm defendido, juntos, o aumento do preço dos ingressos. Sustentam que a exclusão dos torcedores mais pobres dos estádios seria a única saída viável para o esporte.

Os resultados impressionam. Em 30 de setembro, um domingo ensolarado, o Rio de Janeiro receberia mais uma vez um dos maiores clássicos do mundo. Entrariam em campo o líder do campeonato brasileiro, o Fluminense, um timaço com estrelas de nível internacional, e o seu arqui-rival, o Flamengo, embalado por uma sequência de bons resultados que animava os torcedores a uma arrancada.

O Fla-Flu tinha tudo para ser o grande jogo do ano. Tinha, não fosse um público pífio, de 23 mil torcedores que compareceram ao Engenhão. O velho torcedor rubro-negro ou tricolor provavelmente sentiu que aqueles tempos de plateias que superavam a marca de 100 mil torcedores – cena comum em dias de clássicos – foram-se para sempre.

Até o início da década de 1990, antes das sucessivas reformas que encolheram a capacidade do Maracanã, era possível ver públicos gigantescos, como o que levou mais de 112 mil pagantes em junho de 1995. Ainda em 2009, mais de 78 mil torcedores pagaram ingresso para ver o clássico no Maracanã. Acontece que de lá para cá o valor dos ingressos não parou de crescer.

Fetiche da modernização

É preciso relembrar o processo que arrastou – ou ergueu – o preço dos ingressos nos Brasil, a partir do início da década de 2000. Era o tempo da entrada de grandes investidores nos clubes, um momento que exigia do futebol brasileiro uma “modernização” elitista e excludente. Vislumbrando e idealizando modelos europeus, sem fazer a necessária diferenciação entre os parâmetros de consumo, emprego e renda, o futebol nacional entrou na aventura.

Um dos marcos desse processo foi o Atlético Paranaense. Desenvolvendo uma arrojada engenharia financeira, em contato com a multinacional de material esportivo Kyocera, construiu o que naquele tempo já se chamava de “arena multiuso”, o grande sonho de consumo dos clubes locais.

As arenas já eram realidade nas grandes competições europeias e o Brasil possuía um desejo quase obsessivo por estruturas daquele porte. O Atlético fez a sua. Foi campeão logo depois, quando os mesmos investidores montaram um elenco sem igual na história do clube e venceram o campeonato brasileiro pela primeira e única vez na vida. Era “o” clube, o exemplo que os atores econômicos do futebol brasileiro queriam difundir.

Durou pouco. Passada sua glória efêmera, o Atlético caiu para a segunda divisão e ainda não completou a estrutura da arquibancada da moderna arena, que os torcedores rivais hoje ironizam e qualificam como “semi-estádio”.
Ainda assim o clube marcou um período no qual quem investisse na “modernização” sentia-se no direito – apesar da revolta e boicote dos torcedores – de aumentar quanto pudesse o preço dos ingressos. Melhoramos a qualidade e o conforto da Arena da Baixada, a partir de 99, e entendemos que os preços teriam de ser equivalentes”, disse então Mário Petraglia, presidente do clube.

Opção pela elitização

O argumento espalhou-se pelo Brasil. O preço do ingresso deixou de ser uma questão de equilíbrio entre as contas do clube e as contas do torcedor. Tornou-se mera remuneração por um serviço. O próprio torcedor estava sendo ressignificado: agora, bastava que se comportasse como consumidor.

O que se viu, por todo o país, foi a criação de setores especiais, que se diferenciavam da arquibancada (então, ainda presente) por padrões diferenciados de conforto, serviço e, evidentemente, preço dos ingressos.

Foi uma mudança gradual. Primeiro, os setores especiais, com cadeiras de plástico, contrastavam com a aridez do cimento, às vezes custando o dobro. Aos poucos, foram se expandindo, até tomar a totalidade dos estádios. A fase seguinte seria a criação de “setores VIP”, com cadeiras mais confortáveis, agora contrastando com as de plástico… Entre 2004 e o início do campeionato brasileiro de 2012, a inflação oficial (IPCA) foi de 47,97%. Mas o preço dos ingressos aumentou, em média, três vezes mais – 152,06% –, segundo levantamento de O Estado de S.Paulo.

Os “setores populares” simplesmente deixaram de ser populares. Os melhores exemplos desse processo são os estádios São Januário (Vasco da Gama), Beira-Rio (Internacional), Olímpico (Grêmio, agora construindo novo estádio), Morumbi (São Paulo), Vila Belmiro (Santos), Palestra Itália (Palmeiras, em reforma), Barradão (Vitória) e Ilha do Retiro (Sport).

Ameaça ao futebol brasileiro

Que consequências trouxe a “modernização”, dez anos depois? Do ponto de vista social, os números são eloquentes. Entre 2007 e 2011, a média de público nos estádios, durante o campeonato brasileiro, caiu 16% – de 17,5 para 15 mil espectadores. Na disputa deste ano, nova queda abrupta: apenas 12,6 mil pessoas, em média, até a 33ª rodada. O “país do futebol” despencou para 17º do mundo, no ranking dos que mais atraem público a suas arenas. Está atrás dos grandes polos europeus (Alemanha, Inglaterra, Espanha e Itália); mas também de nações com tradição futebolística menos densa (México, Estados Unidos e China); de países com população 25 vezes menor que a nossa (Suíça); e até mesmo da segunda divisão do campeonato inglês…

Mas engana-se quem crê que copiar o futebol europeu teria, ao menos, colocado os clubes nacionais em paridade econômica com os do Velho Continente. A fórmula que alcançou resultados financeiros na Europa baseia-se em ingressos muito caros, para um público elitizado porém numeroso, devido a renda muito mais alta. Implantada mecanicamente ao Brasil, está esvaziando os estádios, sem oferecer aos clubes a mínima condição de se colocarem no patamar dos mais poderosos do mundo.

A tabela abaixo é eloquente. Ela mostra que a renda de estádio alcançada pelos clubes no campeonato brasileiro é 25 vezes inferior à arrecadação anual das equipes italianas, e 40 vezes menor que a dos times ingleses.

Anúncios

31 Responses to [Tema para debate] Porque nossos estádios estão vazios

  1. CARLOS ROBERTO DIAS disse:

    O problema do baixo numero de torcedores no Brasil são vários, já foram citados por todo mundo aqui. Mas o principal na minha opinião é o excesso de clubes no Brasil como um todo e tambem nas divisões de futebol da CBF, associado ao poder aquisitivo dos amantes do futebol. Ja imaginaram se Madrid tivesse 4 times grandes como Rio e S.Paulo? E Roma?Londres?Paris? e vai por ai afora.
    Mas eu estou mesmo preocupado é com nosso “naming rights” – silencio total – e já falam em sinal amarelo pela demora no financiamento.

    Curtir

    • Carlos disse:

      “já falam em sinal amarelo pelo demora no financiamento”

      Quem “falam”? Deixa eu adivinhar: o Perrone, o Bambirner, o Fernando Sampaio da Jovem Bambi e o Cosme Rimoli… Acertei? E o vocé se preocupa com o que eles falam?

      Aliás, falando em naming rights, repararam como os mesmos canalhas que fazem questão de chamar o nosso estádio de “Itaquerão” chamam o estádio da porcada de “Arena Palestra Itália”?

      Curtir

  2. Jorge disse:

    A palavra “CORINTHIANS” não aparece nem uma vez no texto acima.
    E o motivo principal é o de o Corinthians, simplesmente, estar fora desse contexto de estádios vazios.
    Todo jogo do Corinthians é sinônimo de estádio cheio, seja em São Paulo, seja em outra cidade, quando é visitante.
    Por quê? Por dois “detalhezinhos”: temos a maior e mais apaixonada torcida do Brasil, e somos o clube mais bem administrado.
    Para que o círculo virtuoso em que estamos continue (como diz o Tom Zé: “o Corinthians vai crescer… crescer… crescer…”), é preciso pensar na política de ingresso que passará a vigorar quando tivermos um estádio com capacidade para 68 mil pessoas para mandarmos nossos jogos.
    Fundamentalmente, para que o Corinthians continue a ser Corinthians, é preciso que o novo estádio seja acessível às classes A/B (tendência mundial que deve se consolidar por aqui, com as novas arenas modernas da Copa do Mundo), para a classe C (que se constitue hoje no maior segmento da nossa população), e também, e isso é importante, para as classes D/E, que são o nosso berço e elemento marcante da nossa identidade.
    O corinthiano de todas as classes sempre teve orgulho de torcer para o “time do povão”. Éramos chamados de “maloqueiros” pelas outras torcidas, e incorporamos, numa boa, aquilo que elas achavam que era uma ofensa.
    A verdade é que o Corinthians é invejado muito mais por ser o “time do povão” do que por ser o primeiro campeão mundial, campeão invicto da libertinha, maior campeão brasileiro (no campo, não na canetada) e maior campeão paulista.
    A ponto de aquele clube pretensioso do Jardim Leonor, que arrota grandeza por causa de libertinhas, de “mundiais” e por ser “diferenciado”, tem como maior projeto, há muitos anos, o de transformar o perfil e o tamanho de sua torcida, tomando como exemplo, claramente, a Fiel.
    Por isso, suas ações de marketing, a maioria risíveis. Por isso, sua política assistencialista nas favelas da zona sul. Por isso, até, seu apoio à sua torcida organizada, incentivando (veladamente) seu comportamento mais agressivo, mais “maloqueiro” (radicalmente diferente do perfil “civilizado” de torcedor que eles sempre cultivaram, e muito diferente também do perfil “pelego” que a TUSP, nos anos 70/80, possuía).
    O clube do Jardim Leonor aspira ser Corinthians. Todos os clubes aspiram ser Corinthians.
    Nós já somos, sempre fomos, Corinthians.
    Para que continuemos a ser Corinthians, para que o Corinthians seja de todos nós, é importante que todo pai corinthiano, seje ele de que classe social for, tenha o direito e a capacidade de levar, ao menos de vez quando, o seu filho no estádio para ver o Timão jogar.
    Saudações Corinthianas!

    Curtir

  3. Cesar disse:

    Perguntas que não querem calar:
    1 – Pela enésima vez os bambis haviam anunciado a tal reforma e cobertura do entulhão, e… e… ué, até agora nada, como sempre?
    2 – Não iriam fazer Copa das Confederações no entulhão da V. Sônia?

    Curtir

  4. Ayrton disse:

    Silvio, a ida ao estadio passa necessariamente por saber como sera tratado esse torcedor. A policia não tem nenhum preparo intelectual para enfrentar grandes aglomerações. Só Truculência. Nossos estádios, até hoje, são um lixo. Dificil entrar, dificil sair , grama nojenta, conforto zero.Caras como o dono da traffic deveriam responder criminalmente por pronunciamento preconceituoso. Os times são , de modo geral, fracos e os jogos , em sua maioria, ridiculos. Os árbitros não preservam o futebol. Apitam mal. Apitam um jogo que não é futebol, parece que criam um jogo próprio. Não tem criterio, não tem julgamento e não podem se dedicar à perfeição ou busca dela. No futebol brasileiro atual, os venais deitam e rolam. Os aposentados especializam-se em dizer asneiras ao vivo na TV. A TV detentora dos direitos de transmissão age como promotor de espetáculo e não como imprensa isenta. Os jornalistas são os caras que pior conhecem futebol. Tudo é marketing, pessoal ou da emissora.

    Curtir

    • Alexandre disse:

      Onde eu assino?

      Curtir

    • hannibal disse:

      Pelo menos seremos bem tratado na nossa arena. Lembro uma vez quando fui ao Pacaembu e comprei um dog lá dentro por 5 merréis e o recheio era a aguá da salsicha… No pacaembu o melhor era o Corinthians em campo e o segundo era o pernil das barracas e essa nem tem mais.

      Curtir

  5. Marco ACT disse:

    Alem do custo do ingresso ha tambem outrtas despesas (transporte e alimentacao). Creio que esse processo de encarecimento no ingresso seja irreversivel, apenas gostaria de que nossa diretoria tenha bom senso para saber como manter o estadio cheio. Primeira fase do paulistao contra times pequenos podem sim ter um valor reduzido, deixa pra cobrar caro na hora de um jogo decisivo ou de grande apelo

    Curtir

  6. Fabio Venancio disse:

    Quanto a modernização dos estádios ,penso que é necessário e já passou da hora.O público paga ele tem direito de ter um minimo de conforto,ao menos banheiros com condições de uso.
    Eu acho tudo muito engraçado quando as pessoas querem trazer padrões europeus aqui para o Brasil.
    Pegando o exemplo do futebol,com ingressos mais caros,publico elitizado e etc.
    O lado engraçado da coisa é que querem cobrar das pessoas um alto valor como na Europa ,mas ninguém quer pagar um salário mínimo pro trabalhador como o da Europa.E todo mundo quer um público como o de teatro no futebol ,mas ninguém quer dar uma educação de qualidade para o povo com padrões europeus.
    São tudo um bando de fascistas.

    Curtir

  7. Paulo disse:

    O processo de elitização do futebol existe, sem dúvida, e está caminhando “pari passu” com os programas sócio-torcedores, mas não teve início com eles, e sim na progressiva urbanização que suprimiu a várzea da vida das grandes cidades, transformando um esporte que se tornou popular e vingou por exigir pouco do bolso dos jogadores e do público – basicamente, bola e uniforme, já que o campo de jogo estava em cada esquina – num esporte de prática restrita a clubes e entidades educacionais, com ingresso caro e geralmente indisponível a quem não se submete a “pagar mensalidade”, ao menos para os jogos profissionais. Por outro lado, e ao menos no caso corinthiano, há uma peculiaridade que se choca com o texto, quando fala em estádios vazios: com o crescimento da renda da população e a ascensão de segmentos crescentes à classe média, até a “elite” estará excluída, a médio e longo prazos. Eu mesmo, embora tenha até condição econômica para me tornar sócio-torcedor, não o farei, por questões de logística e tempo – por conta disso, calculo que levarei de 2 a 3 anos para poder frequentar o estádio de Itaquera num jogo de domingo de relativa importância. Que eu e outros “privilegiados” não possam fazê-lo é uma coisa que em nada empecerá o crescimento da torcida do Corinthians; mas me preocupa que as classes C, D e E sejam sumariamente excluídas. Não acho justo, simplesmente, e muito menos consentâneo com nossa história.

    Curtir

  8. carlos disse:

    se cobrar baratinho, ai nao da pra contratar ninguém , e ai é q o torcedor nao vai pro estadio mesmo, ninguem vai querer assistir jogadores sem expressao…. sobre a queda de público, é preciso ser levado em consideração que alguns estádios tradicionais estão inativos devido as reformas pra copa do mundo, oq atrapalha na somatoria da média final do público, o carioca por exemplo lota o maracanã, mas não gosta do engenhão, por exemplo….. quanto a solucionar esses problemas de público, eu acredito que no brasil o ideal é misturar, reservar áreas pros mais pobres (são eles que fazem as festas) e reservar áreas pros mais abastados , importantes para as receitas dos clubes

    Curtir

  9. Alberto disse:

    O Corinthians foi o mais importante agente da popularização e democratização social do futebol, em São Paulo e no Brasil.

    Sempre honrando a definição de Miguel Bataglia, seu primeiro presidente:

    ‘O CORINTHIANS É O TIME DO POVO.”

    E assim tem que continuar sendo.

    Médias de preço de ingresso estratosféricas, como as vistas em jogos recentes do Corinthians na Libertadores, devem ser vistas como exceções, condicionadas pela alta demanda (pela obsessão pela conquista do último título que nos faltava) e pela baixa oferta (pela capacidade relativamente pequena do Pacaembu).

    Quando passarmos a utilizar o Fielzão de Itaquera, esperamos que, à oferta de cadeiras super-confortáveis e camarotes luxuosos (heranças da condição de palco de abertura da Copa de 2014), se agregue a de ingressos a preços populares, para as acomodações nos dois “tobogãs” atrás dos gols.

    É obrigação dos diretores do Corinthians respeitarem a história do clube e preservarem a sua essência popular. Sob pena de, mais do que serem considerados incompetentes e/ou gananciosos, se constituírem em traidores, por desvirtuarem o sentido da existência do clube.

    Curtir

  10. AndersonII disse:

    Um show do Roberto Carlos, nunca vai ser mais barato do que um do João Voz do Vale.

    Quem exige que o clube tenha craques, tem que saber como será pago.

    Futebol de graça até pode, desde que alguém pague os artistas.

    Curtir

    • hannibal disse:

      Realmente, é só separar os setores como já é feito. É que pagar 70 conto pela cadeira laranja do pacaembu é demais.

      Curtir

  11. Victor Hugo disse:

    O futebol brasileiro está cada vez mais chato, o jogo é mais parado do que jogado, qualquer coisa é falta, jogos bons são os Europeus, onde o jogo é realmente jogado, não faltoso e catimbado como são os jogos aqui no brasil, outro fato é a insegurança, como que as pessoas vão para o jogo tranquilas onde se o time joga mal algumas pessoas quebram tudo batem na policia, e muito mais coisa que acontece dentro, sem contar fora dos estadios, que pessoas vão e são roubadas do lado de fora dos estadio tirando as brigas das torcidas, o pior de tudo isso é que ninguem faz nada pra punir as pessoas que brigam que roubam…

    Brasil um País sem leis.

    Curtir

    • italiano disse:

      ..e o grande culpado são jogadores como o Irreverenta e Alegre , que a imprensa chupa as bolas , dizendo que o clube foi maravilhoso em segura-lo(mesmo que esteja quebrado , como realmente está) e que ele será melhor que o Messi …eu prefiro jogadores que saiam do campo sangrando (Zé Maria , vladimir) demonstrando raça , determinação e vontade , do que é malabarista e pensa que estadio é Circo…

      Curtir

    • Fabio Venancio disse:

      Até o final da década de 80 o futebol na europa era uma zona.
      As 2 maiores tragédias do futebol aconteceram na europa ,em que morreram 38 torcedores em uma partida e 96 torcedores morreram em outra.
      Somente depois dessas tragédias que as coisas começaram a mudar na europa e principalmente na Inglaterra.

      Curtir

  12. Múcio rodolfo disse:

    1- E quem mora longe de SP e que precisa arcar não apenas com o preço dos ingressos, mas com os gastos de viagem, alimentação….Trata-se de um gasto que desiquilibra o orçamento da maioria dos torcedores corinthianos. Então, essa tal de exclusão já existe há muito tempo. De uma forma ou outra alguém vai se sentir excluido de assistir o seu time do coração ao vivo e a cores, de ver seus ídolos a poucos metros, de se sentir parte do espetáculo. A este grupo resta o prazer imenso de acompanhar de longe, longe no sentido “material” porque o Corinthians está em nós.
    2- O preço do ingresso não é determinante. Na final da cucaracha cobraram preço de “kinder ovo” e o Pacaembu estava lotado. DEpende muito da motivação do jogo. Pelo que tenho visto, a nossa casa atual tem acolhido um bom público, mesmo com toda conversa de que o time abandonou o campeonato brasileiro.
    3- Não é o tema principal do post, mas o Atlético Paranaense campeão brasileiro de 2001 foi citado. Olha que ele era treinado pelo glorioso Geninho e tinha Cocito no meio de campo. Sinal de que tudo é possível no futebol!

    Curtir

    • Existem campeonatos com maior demanda que outros. O preço da Libertadores foi absurdo, mas tinha muita gente disposta a pagar…fazer o que? Mas tem partidas com demanda MUITO menor ( primeira fase do Paulista por exemplo), onde os preços poderiam ser reduzidos pra incentivar as pessoas levarem suas familias pro estádio, mais nada é feito. Ano que vem vamos jogar a fase de classificação do Paulista, praticamente só com o time reserva/misto. O preço nestes jogos, poderia ser perfeitamente uns 20 reais, mas algo será feito? Duvido! Se reclama que a torcida não comparece, mas nada ( ou muito pouco) é feito pra sair deste circulo vicioso.

      Curtir

  13. Carlos Amaral disse:

    Existem os “elitistas” e os “intelectuais” que , como diria Joãosinho Trinta, adoram pobreza. Absolutamente ridículo, o autor colocar a culpa do estádio vazio no preço do ingresso. Estima-se que 20 mil corinthianos estarão no Japão pagando além de ingressos carissimos para nossos padrões, todos os custos de viagem. O que é necessario fazer, são competições que motivem seus torcedores, pois um campeonato modorrento como esse brasileiro de pontos corridos/escolhidos/extorquidos é chato demais. Vale lembrar também que importantes estádios brasileiros estão em obras(Mineirão/ Maracanã/Fonte Nova ,Beira-Rio para apenas 6 mil torcedores e até o Palestra, que tem uma torcida que vai apenas naquele estádio), o que contribui para a média cair. O Santos fez partida com ingresso a R$1,00( UM Real) e nem por isso encheu o estádio. O torcedor precisa de campeonatos que despertem INTERESSE , e tem que ser em todas torcidas. Campeonato brasileiro que dura um ano e que fica restrito a 2 ou 3 três times desde o começo é muito, mas MUITO CHATO mesmo e é isso que precisa ser resolvido.

    Curtir

  14. Ótimo tema! E deve ser debatido mais ainda, pois em breve estaremos vivendo a era das super arenas. O que os times vão fazer pra atrair os torcedores aos estádios? Ficar repetindo aqueles mantra que torcedor não vai ao estádio por causa da violencia, horários,transporte é chover no molhado. O que precisa ser apontado são soluções. Falando do nosso estádio ( que é o que interessa) é preciso saber como aumentaremos nossa média de 25.000 – 30.000 para os quase 50.000 lugares de nossa arena. Primeiramente acho adequado a capacidade definitiva de lugares, pois sabemos que estádios com 70.000 só enchem nas decisões. Depois é preciso saber quais serão os preços da nova arena.( disso eu tenho medo). Não basta construir o estádio na zona leste, o time tem que dar condições para que a população de lá consiga assistir aos jogos sem problemas. è preciso trabalhar na fidelização do torcedor para que em todos os jogos tenhamos pelo menos 40.000 pessoas no estádio. Por exemplo, a média do São Paulo aumentou muito na reta final do Brasileirão, mais não reflete o que aconteceu durante todo o campeonato. Encheram o estádio só quando o time tava na boa…a torcida do Timão acompanha o time o campeonato todo sem grandes oscilações. no minimo 20.000 pessoas estão lá todos os jogos, mas com a arena pronta precisamos arrumar pelo menos mais 15.000 “cativos”. Quanto a planteia de “teatro ” citada na Europa , existem exceções que podem ser aplicadas no Brasil. Na Alemanha, atrás dos gols nos estádios não existem cadeiras ( sim aqueles estádios da copa do mundo). Neste setores as torcidas podem assistir de pé aos jogos, cantando e agitando suas bandeiras…sem incomodar a “turma da poltrona ” Todos podem conviver no estádio…basta que se trabalhe para indentificar a demanda certa para cada setor.

    Curtir

  15. Luís Carlos disse:

    Acho que não existe esse negócio de “elitização”. O mesmo torcedor que tem condições de ir a um jogo tem condições também de ir ao cinema, ao teatro e ao show de um pela-saco qualquer. E que “elitização” é essa onde 10% dos ingressos são doados para torcedores de organizadas, para jornalistas que não estão a trabalho, para conselheiros e para outros lambe-ovos?

    Os dirigentes dos clubes estabelecem valores de modo a conseguirem o máximo de receita possível. Se exagerarem no preço dos ingressos, podem reduzir o número de torcedores presentes de modo a ter menos receita. Se isso acontecer vão reduzir os preços até atingir um equilíbrio. Isso vale tanto para ingressos de jogos de futebol quanto para a mortadela.

    Se agora com estádios mais modernos houver um aumento da demanda, o dono do estádio poderá aumentar os preços. Se não houver aumento de demanda, terá que cobrar os mesmos preços que cobrava quando o estádio estava caindo aos pedaços.

    Não há nada de “elitização”, considero eu. É lógica econômica pura. Tanto aqui quanto na europa.

    Curtir

    • Eu concordo com o texto, alias ja venho debatendo isto ha muito tempo

      E vai chegar um dia em que somente a classe média alta tera acesso ao estádio

      Curtir

      • Luís Carlos disse:

        Bom, se você considerar que de acordo com os institutekos do país uma família de três pessoas que tem renda mensal de R$.2.000,00, o que sequer dá pra juntar pra comprar uma casa pequena, é uma família de classe média-alta, então talvez já esteja ocorrendo isso hoje.

        Curtir

    • Daniel disse:

      Perfeito seu comentario. Acho errado fazer qualquer comparação com outros mercados / paises pois nossa realidade é diferente.

      No futebol brasileiro poucas coisas são profissionais.

      Estamos reclamando do preço do ingresso, porem:
      1. Não temos transporte público digno e eficiente.
      2. Os horários de jogos não são adequadas para os torcedores e sim para a grande patrocinadora do futebol nacional (TVs).
      3. A policia não esta preparada para lidar com esse tipo de público (TO ou não).
      4. A arbitragem ainda é amadora.
      5. Os estadios, em sua maioria, são antigos.

      Resumindo, a questão de público em estadio é reflexo de um todo.

      Agora faça uma conta simples multiplique o preço do ingresso medio para um clube da primeira divisão com o numero de jogos em casa que o clube tem no mes. Compare com o custo de um pay-per-view. Os valores são muito proximos.

      O que você escolheria, o caos (citado nos 5 pontos acima) ou o conforto e segurança de sua casa, seus amigos, sua familia?

      Tá explicado o porque dos estadios estarem vazios!

      Curtir

      • CARLOS ROBERTO DIAS disse:

        Acho que o seu comentario é o que mais se aproxima da realidade – só faltou citar que a serie A não comporta 20 times – esse tambem é um ponto a se reavaliar.

        Curtir

  16. João disse:

    Acho o Campeonato Brasileiro inchado, não temos 20 clubes de nível série A, por isso o campeonato é longo e desinteressante, devia ter no máximo 12 em cada serie. Seria mais curto e os clubes poderiam se organizar melhor.

    Curtir

    • Também acho

      Muito embora tenhamos que admitir que na medida em que voce restringe a participação de clubes nas séries “A”, suas receitas decrescem e a tendencia é o apequenamento

      Curtir

    • Luís Carlos disse:

      Acho que isso vale para a Inglaterra, para a Itália, para a Alemanha… E tem times desses que não têm nível para série A, mas tem nível para colocar mais gente no estádio do que clubes de “nível”.

      Curtir

Amigo, faça seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: