Nossos jovens “fenomenais”

Nene Bonilha.

O craque do Twitter.

Ganhou esta fama entre os adeptos do microblog de 140 caracteres quando, enquanto o Corinthians disputava uma partida decisiva, “twitava” comentários sobre a novela das oito.

Bonilha é um fenômeno.

bonilha

Bonilha (direita) correndo ao lado de outro “fenômeno da natureza futebolística”, Weldinho

Aos 19 anos veio do Paulista (Jundiai), contratado sem custos para o clube, com vínculo até o fim de 2014 e os direitos econômicos divididos entre Corinthians e Paulista.

Foi contratado após a saída de Jucilei. Na época o Corinthians pretendia contratar o volante William Magrão, do Grêmio, mas o negócio não evoluiu.

Nesta mesma época que o então gerente de futebol, William “Capita”, há poucos dias no cargo, pediu demissão após ter sido desautorizado publicamente pela diretoria de futebol a continuar negociando a vinda do seu xará.

Contratado em março de 2011, Nene Bonilha é detentor de uma marca curiosa.

Em pouco mais de 2 anos de clube, Bonilha já foi emprestado para Avaí, Catanduvense, Audax e agora, conforme cogitado, será emprestado ao America/RN.

Poucas chances teve no time de cima.

Entre tentar me habituar com os complexos meandros dos bastidores do futebol e analisar a coisa como um torcedor comum, fico com a segunda opção.

Ninguém me explica, ou melhor, ninguém me elucida as razões de um clube como o Corinthians contratar atletas entre os 19 e 23 anos para o elenco profissional.

Compreendemos que a análise do que existe de melhor no mercado, o serviço de “garimpo” através de “olheiros” é prática corriqueira, essencial, fundamental e necessária.

Mas o Corinthians possui um departamento que recebe o nome de Formação de Atletas e acredita-se que o intuito seja de “formar atletas” para que sirvam a equipe principal.

Nesta semana a imprensa especulou o interesse do Corinthians no lateral-esquerdo Alan, do Chapecoense.

Alan tem 23 anos.

Para esta posição, o Corinthians tinha Denner – 19 anos (será emprestado ao Atlético-GO) e mantém Igor – 21 anos. Ambos vieram da base.

No elenco de futebol profissional atual, relacionados no site do clube, que vieram da base, constam Danilo Fernandes, Julio Cesar e Matheus Caldeira (goleiros), Dener e Igor (laterais), Leo e Paulinho (atacantes).

Destes, somente Danilo, Julio Cesar e Igor são aproveitados com certa frequência.

William Arão, outro que considero um “fenômeno”, chegou em 2011, aos 19 anos e não vinha sendo bem aproveitado na base do SPFW.

Ao longo dos últimos anos o Corinthians contratou outros jovens, que não obtiveram êxito no time profissional, nem nas categorias inferiores, como Rodinei, do Avai.

Enquanto isso, um projeto de construção de uma mega estrutura para o departamento de formação de atletas vem sendo posto em prática, no Parque Ecológico.

Até que fique pronto, o Corinthians precisa rever alguns conceitos. De nada valerá termos uma estrutura milionária, se não aproveitarmos o que de melhor for produzido nestes futuros gramados.

É desestimulante para os jovens que aspiram a um dia vestir nossa camisa conviverem com a realidade de que o clube vem preferindo trazer jovens de outros clubes a valorizar o que é feito em casa.

E você, qual é a sua opinião sobre este tema?

O Corinthians deve continuar buscando jovens na faixa dos 19 aos 23 anos para serem incorporados diretamente no futebol profissional ?

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14 Responses to Nossos jovens “fenomenais”

  1. Bruno disse:

    Não sei!

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  2. Felipe disse:

    “Ninguém me explica, ou melhor, ninguém me elucida as razões de um clube como o Corinthians contratar atletas entre os 19 e 23 anos para o elenco profissional.”

    Silvinho, tenho três boas razões:

    1)Paulinho (2009 – 20 anos), veio do Bragantino

    2) Edenilson (2011 – 21 anos), veio do Caxias

    3) Romarinho (2012 – 21 anos), veio do Bragantino

    Para ti, as razões são suficientemente boas?

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    • Blog do Silvinho disse:

      Não são

      Você está tratando de casos excepcionais, de jogadores que muito embora jovens, chegaram prontos

      Não é a isto que estou me referindo

      Edenilson:

      Com a camisa grená, Edenilson disputou 82 partidas entre Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Gauchão e Copa FGF. A sua estréia como profissional aconteceu no Campeonato Gaúcho de 2009, quando entrou na segunda etapa da partida frente ao Veranópolis, no dia 22 de janeiro. No segundo semestre daquele ano, na vitória por 3 a 1 no clássico Ca-Ju válido pela Copa FGF, Edenilson marcou seu primeiro gol.
      Em 2010, o atleta assumiu de vez a titularidade e se notabilizou por ser um dos jogadores mais regulares da equipe e uma das referências do esquadrão grená. Destes 82 jogos, a maioria como titular, Edenilson venceu 36 e empatou 22. O atleta ainda balançou as redes adversárias em 6 oportunidades.
      O prêmio de melhor segundo volante do Campeonato Gaúcho de 2011, na seleção do torneio, veio para ratificar este desempenho, suas grandes atuações lhe renderam uma transferencia para o Corinthians.

      Romarinho:

      Outro que chegou praticamente pronto, tendo passagens pelo Rio Branco, São Bernardo e Bragantino

      Paulinho:

      Rodou o mundo (literalmente) antes de chegar no Corinthians

      O Barcelona está levando o Neymar. Se tivesse vindo pro Corinthians, você incluiria na sua lista

      Releia o texto e tente interpreta-lo novamente

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  3. Wiliam Junior disse:

    Comentário seria pertinente desde que as nossas categorias de base funcionassem, o último grande jogador que revelamos foi Marquinhos, que a diretoria fez questão de dá-lo de graça para a Roma e antes dele ? Dentinho ?

    As nossas categorias de base são o parque de diversão de empresários sedentos por dinheiro fácil e por dirigentes inescrupulosos, não revelamos mais jogador algum há muito tempo e não me venham com títulos de copinha que isso não quer dizer absolutamente nada. Houve uma época que o Corinthians tinha 5, 6 jogadores que subiam facilmente para o time profissional, hoje não temos ninguém, por isso o que nos resta é reconhecermos nossa incompetência como está fazendo nossa diretoria e buscar esses jovens em times mais organizados.

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  4. Valladão disse:

    Se a cada 10 contratados, um der certo, acho válido. Vide o Paulinho, hoje com 23 anos. Tido como ‘jogador de esquema’ quando chegou (pelos imbecis de sempre, óbvio), hoje é mais decisivo do que o cai-cai da ousadia e alegria.

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  5. Rogério disse:

    Silvinho, quando o clube se propõe a contratar jogadores da base de outros times mostra a sua incapacidade de formar novos talentos. É engraçado que no passado existia o terrão, e muitos jogadores de qualidade nasceram lá. Qual é o problema? Os profissionais da base que não estão sabendo formar jogadores? Falta de estrutura (creio que não seja isso, lembrando que tínhamos o terrão)? A comissão técnica que por algum motivo não usa a garotada?

    Temos 3 atacantes de muito futuro. Leandro, Leo e o Paulinho. O clube acaba de contratar o Vítor Hugo, do Santos. Lógico que desejo muito sucesso e que brilhe com o nosso manto, mas que identificação ele tem com o clube? E os 3 jogadores que eu citei, não deveriam ter moral já que nasceram e tem identificação irraizada?

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    • AndersonII disse:

      Você tem certeza que Leandro Leo e Paulinho, não tem empresários?
      Eu duvido. O Lucas que foi para os Bambis, não tinha, e pediu horrores para ficar?
      O esquema que está errado, não o corinthians.

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  6. Marcio disse:

    Quanta baboseira

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  7. thiago disse:

    Uma coisa não exclui a outra.

    É só pegar o exemplo do Barcelona. Tem uma categoria de base de excelência, que rende craques e lucro para o clube, mas não deixa de contratar jogadores de outros clubes pra sanar as carências que o time ainda tem. Faz uma mescla. No nosso caso, não temos uma base forte como a deles ainda, então não da pra contar.

    Esse Alan tem se destacado. É até o momento o melhor jogador da Série B. Pode ser fogo de palha, mas num campeonato onde o melhor lateral esquerdo me arrisco a dizer que é o Carlinhos, do Fluminense, seria uma boa contratação. O Brasil tá mal de lateral esquerdo…

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  8. Vinicius disse:

    comentario perfeito silvinho

    mas coloque no inicio da pagina se nao ninguem o vera

    Acho q de nada adianta ter uma boa base com treinadores como tite ou mano

    Acho que um treinador q veio da base do clube saberia lidar melhor com essas jovens promessas como o marcio bittencourt

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  9. juliano disse:

    tem que utilizar mas os garotos da base, não tem espaços pra utilizarem no profissional e com isso eles nao pegam experiencias precisa fazer time b que participe de outros campenatos como a copa estado de sao paulo que da vaga pra copa do brasil assim eles pegam experiencia pra poder entrar no profissional.
    os dirigente alegam que nao teme xperiencia por isso emprestam custo zero pra outras equipes e ainda mantem pagando salarios.

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  10. Wilson Timão disse:

    A Lei Pelé transformou espertalhões que nunca chutaram uma bola em milionários e craques de DVD que não passam de cabeças de bagre em riquinhos.

    Moleque boleiro da periferia que for no clube com uma chuteira debaixo do braço não passa do portão.

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  11. Luis Butti disse:

    Categoria de Base no Brasil nos clubes gigantes não compensa. Nem tecnicamente, nem financeiramente. Vale mais a pena ir buscar no time pequeno ou médio, em ascensão

    Porque ? Porque a Lei Pelé e a farra dos empresários acabam fazendo com que todo um trabalho sério seja em vão. Não adianta dizer que vai mudar, que vai modernizar porque não vai.

    Isso aqui é Brasil. Não é exclusivo do Corinthians.

    E, sabe Deus porque, a Base, aqui no Brasil, “parou” de decidir Campeonatos importantes. Note, que nos últimos seis anos, enquanto a maioria insistia em molecada, o Corinthians limou o máximo que pode da base e ganhou TUDO, enquanto alguns gigantes que bateram na tecla da base estão caindo no ostracismo.

    E o Coringão nadou de braçada.

    Outra coisa: Lucas, Oscar e Neymar são exceções, não regras. A maioria de atletas de base que sobem, note, na verdade, são revelados em times nanicos, aliciados ou que os gigantes “escondem” a verdadeira origem.

    Em 1995, em 1999, em 2002 era possível ganhar tudo com a molecada da Base. Hoje, não mais.

    O CT da Base é um erro. Infelizmente, estrutura pra Base no Brasil, hoje, é querer andar na contramão e mudar o fluxo das coisas. Para reverter esse quadro, é mais fácil fugir dos grandes centros, onde o empresariado abutre atua, talvez realizando peneiras no Norte e Nordeste, ou até mesmo no exterior.

    Uma Base “fora da base”.

    Do contrário, daremos murro em ponta de faca. Exceto se a FIFA intervir na farra ou a Lei Pelé cair. O que, francamente, não acredito que aconteça tão cedo.

    Mais jovens dos nanicos e menos atletas de base. Os resultados provam e comprovam isso.

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    • AndersonII disse:

      Falou tudo. Olham as excessões, e fazem o julgamento por aí.
      Garoto bom de bola, já tem dono aos 12 anos de idade.
      Ninguém revela ninguém, mostrem aí qual o clube exemplar nisso.?
      O Santos?, o que mais tem?
      Pois estamos contratando deles uma revelação que não renovou, e já é do Vagner Ribeiro.
      Amanha, esse jogador da certo , ou dá errado, quem será o pai da criança?
      Se der errado (quer dizer fazer sucesso) a gente já sabe que o culpado será nossa diretoria burra, que não comprou inteiro e serviu de barriga de aluguel.

      Se emprestar então, mais burros ainda por trossentos motivos, que todas as mães dinás da vida acharão.

      Então Silvinho, já que temos aqui críticos de obra pronta, proponho neste momento que se faça uma pesquisa, e cada um de sua opinião claramente, com sim, ou não:

      “O Corinthians acaba de contratar sem custos, uma revelação do Santos, agenciado por Vagner Ribeiro, que não renovou com o sardinha, porque pediu salário de 50.000 e luvas de 500″

      Dou a minha. Vale a pena arriscar sempre.
      Só não arrisca quem é omisso, e se borra de assumir riscos, enquanto gestor,

      Esse jogador vai ser um Lucas ( ao inverso)?
      Vai ser um Oscar, ou um Neymar?

      Resposta: não sei. E ninguém sabe, porém daqui 1 ano, veremos um monte de ” eu já sabia” .

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