Milton Buzetto, o Rei da Retranca (até surgir Adenor)

Blog Moleque (clique no link para matéria original) em 22 de janeiro deste ano, publicou uma interessante entrevista com Milton Buzetto.

Buzetto, o Rei da Retranca, (estilo de jogo defensivo), jogou de 1960 a 1968 no Juventus, retornando em 1970 quando encerrou a carreira de jogador e iniciando a de técnico no próprio Juventus, em 1971.

Hoje, aposentado, mora em Piracicaba em um sítio chamado RETRANCA.

O Juventus ficou conhecido como Moleque Travesso por tirar pontos importantes de times grandes, empatando ou até vencendo partidas.

Quando perguntado pelo Blog como e quando iniciou a sua fama de “Retranqueiro”, assim respondeu Milton Buzetto:

Quando passei a ser treinador, a maioria dos jogadores jogavam comigo e eramos amigos e tínhamos os mesmos problemas de salário baixo. Fizemos um pacto que seria muito importante para nossas carreiras e aumentaríamos nossos salários se não perdêssemos jogos. Então, todos atacavam e voltavam para fazer uma marcação mais fechada, não permitindo que o adversário tivesse a posse de bola. Igual ao que assistimos hoje em dia, quem detém a posse de bola não permite que o outro time jogue. Isso deu certo, todos nós aparecemos muito, ficamos conhecidos e todos ganhamos com isso, principalmente o Juventus, que passou a vender jogadores para grandes clubes e para o exterior.

Baseando-se no depoimento de Buzetto, a ideia da retranca nasceu da necessidade do Juventus, um time pequeno, adotar uma postura mais defensiva diminuindo as possibilidades de sair derrotado de uma partida.

A ideia foi tão bem sucedida que MIlton Buzetto recebeu o título que ostenta até hoje, o de “Rei da Retranca”.

Ou vice-rei…

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8 Responses to Milton Buzetto, o Rei da Retranca (até surgir Adenor)

  1. Popola disse:

    A filosofia do nosso treinador é 3 pontos em casa e 1 ponto fora, o que daria 2 pontos por jogo, que é, geralmente, a média do time campeão. Como perdeu alguns pontos em casa e às vezes não ganhou nenhum fora, precisaria ser mais ousado para recuperar esses pontos que se foram. Eu me decepciono porque me lembro da garra que ele colocou no nosso time na primeira passagem em 2004, com muitos garotos da base e aquele ótimo, muito raçudo, meia Fábio Baiano. Hoje o time não tem vida. No ano passado o Bambi tinha mais raça do que nós, e neste ano quem a está tendo é o Porco.

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  2. Marcio disse:

    Esse sujeito foi o treinador com mais titulos da historia do Corinthians?
    Não foi, então não compare, é um equivoco de sua parte causada unicamente por perseguição

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  3. José disse:

    Milton Buzetto fez história, é lembrado e virou referência.

    Tanto pelo folclore, quanto por suas virtudes e seus defeitos.

    Mas deve-se lhe dar a real dimensão, tanto histórica quanto de grandeza.

    Buzetto, que fez sucesso com suas concepções táticas, chegando até a ser técnico do Corinthians, podia ser considerado retranqueiro à época. Mas acabou superado pelo tempo. A evolução dos sistemas táticos (que teve como marco o “futebol total” holandês, consagrado, malgrado o vicecampeonato, na Copa do Mundo de 1974) e o aprimoramento da preparação física fazem com que qualquer equipe de hoje (todas: do consagrado campeão mundial Corinthians ao humilhado Tahiti da Baixada Santista, passando pelo respeitado Bayern e o incensado Barcelona) se defendam mais e melhor que o Juventos do Buzetto.

    E Buzetto não foi um técnico campeão, muito menos ainda do mundo, como o é Tite.

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  4. ELIGELTON disse:

    Só sei de uma coisa, que agora não é só nós deste blog e outros amantes do bom futebol, que estão vendo um péssimo futebol do Corinthians. A maioria dos torcedores e grande parte da imprensa, já começa a criticar o Tite pelo futebol retranqueiro e sem gol.
    Até o Canal Vilinha já brinca com essa situação.

    http://www.meutimao.com.br/humor-corinthiano/2198/canal_vilinha_grava_musica_sobre_os_resultados_do_corinthians

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  5. Vinicius disse:

    fora tite

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  6. Vinicius disse:

    vice rei. imagino q o time dele tinha contra ataque

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  7. Fernando D. disse:

    Feliz 2014 a todos os Corinthianos, onde um novo técnico implantará uma nova “filosofia” de jogo. Esqueçamos 2013 que acabou com a Recopa.
    Ah, uma coisa, o sujeito que contratou o Ibson deveria apanhar com um gato morto até o gato voltar a miar.

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  8. Múcio Rodolfo disse:

    1- Eu me lembro de uma entrevista do Buzetto na qual ele dizia que se ele por atuar com um volante era chamado de retranqueiro, o que dizer dos técnicos daquele momento que atuavam com dois volantes ou mais…
    2- Eu faço parte daqueles que não entendem nada de futebol e por isso insisto na tecla de que o Adenor não tem todas as características para ser rotulado como retranqueiro. Ao meu ver ele privilegia a defesa, mas não abre mão do ataque. Evidente que tomando como base os últimos jogos esta minha afirmação soa como absurda. Mas peço mais uma vez para analisar o todo.
    3- Tem um ditado (dizem que é chinês) que ensina que não importa a cor do gato. Este esquema de time pequeno nos proporcionou mais algumas conquistas dignas de um time grande.
    4- Na entrevista, o Buzzeto contou por que foi demitido pelo Matheus?

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