Apoio individual ao esporte supera o de empresas

Na última semana o Corinthians lançou uma plataforma de captação de recursos para a construção do CT da Base.

Aprovado na Lei de Incentivo ao Esporte, o novo Centro de Treinamento agora tem uma plataforma de captação de recursos para a sua construção que atenderá pessoas físicas e jurídicas. Através do site http://www.corinthians.com.br/incentivetimao/, os torcedores poderão doar qualquer valor e realizar a dedução do imposto de renda – pessoas físicas com até 6% do valor devido; e pessoas jurídicas com até 1%.

Esta prática já vinha sendo adotado por outros clubes, entre eles o Esporte Clube Pinheiros.

No ano passado, pela primeira vez o número de contribuições individuais superou a de empresas, baseado na Lei de Incentivo ao Esporte.

Analfabetos funcionais associaram a medida como um pedido de “esmolas” por parte do clube.

Obviamente não se trata disto.

Se o governo abriu esta possibilidade através da legislação, porque não aproveita-la e difundi-la entre os corinthianos?

Portanto, antes de qualquer análise, seja ela equivocada ou maldosa, é interessante pesquisar sobre o tema. 

E se concluir que trata-se realmente de algo que pode auxiliar o clube a finalizar o Centro de Treinamento, porque não doar.

Como por exemplo, seguir o exemplo de Rodrigo Kikuchi, ex-nadador do Pinheiros.

 

Leia matéria sobre o assunto publicada em agosto, na Folha de São Paulo:

Pela 1ª vez, apoio individual ao esporte supera o de empresas

LEI DE INCENTIVO

No ano passado, 1.090 pessoas físicas destinaram Imposto de Renda a projetos

EDUARDO OHATA

DE SÃO PAULO

Rodrigo Kikuchi, 36, era nadador do Pinheiros. Três vezes vice brasileiro júnior e juvenil, ele abandonou as piscinas para estudar medicina.

Formado, porém frustrado por ter deixado a natação, Kikuchi agora dá sua retribuição à modalidade. Por meio da Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte, destina parte do que deveria pagar de Imposto de Renda a projetos de natação do clube que defendeu.

O ex-nadador integra a lista de 1.090 pessoas físicas que, no ano passado, usaram a lei para fazer doações.

Foi a primeira vez, desde a vigência da lei (2007), que o número de contribuições individuais superou o de pessoas jurídicas (1.077). Em dinheiro, no entanto, o apoio de empresas ainda é bem maior (leia texto ao lado).

Pela lei, empresas podem destinar até 1% de seu IR a projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. Para as pessoas físicas, o limite é maior, de 6%.

O governo até estuda aumentar a divulgação entre pessoas físicas, dado o sucesso da lei entre elas.

Uma ideia é que moradores de um bairro formem ONGs que fomentem melhorias ligadas ao esporte com a contribuição dos vizinhos.

Por enquanto, o investidor pessoa física ainda enfrenta dificuldades. “Fiz tudo sozinho. Corri atrás de formas de colaborar com o esporte, pesquisei se o Pinheiros tinha projeto e pedi para meu contador aprender os procedimentos”, diz Kikuchi.

Um procedimento previsto para o uso da lei é que, em vez de declarar o imposto até abril do ano seguinte, o doador o faça até dezembro do ano do exercício fiscal.

“Para quem é assalariado, o imposto a declarar é previsível. As fontes de renda são as mesmas ano a ano, e as despesas se repetem”, afirma Paulo Vieira, coordenador da lei de incentivo no ministério.

Algumas empresas e clubes convenceram frequentadores e funcionários a colaborar com espaços frequentados por eles ou outros projetos. Foi o caso da unidade de Belo Horizonte da Fundação ArcelorMittal e do clube Minas Tênis, também de BH.

Para Kikuchi, a recompensa por contribuir tomou contornos pessoais. Sua filha, Carolina Mie, 8, seguindo os seus passos, começou a competir com a camisa, ou melhor, o maiô, do Pinheiros.

“Os pais gostam que os filhos tenham as oportunidades que não tiveram.”

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12 Responses to Apoio individual ao esporte supera o de empresas

  1. Claudio Marques disse:

    Parece que todos estão ignorando o lunático do blog e com isso cada vez mais está reduzido à sua insignificância, se é que algum dia saiu dela.
    O blog agora só tem aquela claque de antis tão destrambelhados quanto ele (muitos parecem ser alter egos do próprio) e só.
    Só dão algum crédito às suas sandices os seus semelhantes da imprensa.
    O Citadini e esses advogados que não me lembro o nome deveriam ser banidos do Conselho do Corinthians por darem suporte a uma figura tão grotesca.
    Desconfio que o sujeito é financiado pelo JJ pois deu de atacar ferozmente o anão de jardim, depois que este se tornou opositor. Além disso, a defesa que ele faz da bambizada chega a ser ridícula.

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  2. João Batista disse:

    Tempos atrás comentei que o volante Bruno do Londrina seria uma boa para o Corinthians. Ele foi para a Portuguesa (agora é Bruno Henrique) está indo muito bem e os jornais dizem que os bambis devem contratá-lo para o ano que vem.
    O que mais irrita é que teve olheiro do Corinthians observando quatro jogadores do Londrina no campeonato paranaense. Ou o olheiro é ruim e não indicou o jogador ou o “professor” preferiu o Ibson. Eu sou mais pela segunda hipótese.

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    • Blog do Silvinho disse:

      Mas eram olheiros do Corinthians mesmo?

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      • João Batista disse:

        Segundo o Sérgio Malucelli, que é o gestor do time do Londrina, o cara era olheiro do Corinthians e conhecido seu. Só que ele não quis identificar a pessoa, então fico devendo essa!

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        • Blog do Silvinho disse:

          Tem muita gente espalhada por ai observando jogador e aparecendo com DVD debaixo do braço no clube querendo oferecer jogador

          Pode até ser um destes. E ai o cara oferece o atleta para vários clubes, quem se dispor a pagar comissão para o “olheiro”, ele fecha

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  3. João Batista disse:

    Analfabeto funcional que há muito está merecendo uma boa surra! Como eu gostaria de morar em São Paulo!

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  4. Blog do Silvinho disse:

    Sim, excelente ideia amparada pela lei

    Que pessoas físicas e jurídicas colaborem para a construção deste importante centro de formação de atletas

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  5. Celso 1° disse:

    Boa ideia do coringão, acho que arrecadaremos muita grana.

    Depois todos tentaram copiar, como sempre foi. Zombam e depois imitam na cara dura sem fazer ressalvas sobre o que disseram a respeito do corinthians.

    Só que neste caso me parece que os clubes não podem mais fazer projetos de captação de recursos para base, o projeto do corinthians foi um dos últimos a ser aprovado.

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