Sinal de alerta: segunda derrota consecutiva

28/08/2014

Perdemos para o Bragantino.

Fora de casa, mas jogamos praticamente “em casa”, num estádio repleto de corinthianos.

Sem aquela força característica do torcedor tradicional que ocupa as cadeiras quando jogamos em Itaquera, mas um torcedor que apoiou o time, à sua maneira.

Mesmo assim, perdemos. Perdemos para um adversário conhecido, que corre o sério risco de rebaixamento para a série C, do Brasileirão.

O Bragantino ocupa a penúltima colocação, na série B, com 16 pontos, dos 51 disputados.

Perdemos porque não conseguimos furar o bloqueio defensivo do adversário.

Perdemos porque criamos pouco e quando criamos, não finalizamos com qualidade, quando finalizamos. Afinal de contas, nosso time quase não chuta a gol.

E mesmo com a entrada de Ferrugem – que depois foi expulso – ficamos devendo no setor. Do outro lado, o Fábio Santos de sempre.

E no meio, com Renato Augusto na função de armação, na vaga de Jadson, que ficou no banco e entrou no segundo tempo, também ficamos carentes de qualidade na criação.

E o que dizer do posicionamento de Elias? Jogando atrás do Ralf, na função de cabeça-de-área. Um desperdício.

Foi nossa segunda derrota consecutiva. É hora de acender o sinal de alerta.

O time precisa jogar mais e reclamar menos, principalmente nosso treinador, Mano Menezes. Que anda ranzinza demais, reclamando demais da arbitragem, pilhando negativamente o time e quem vive o mundo da bola, sabe que a arbitragem costuma a ser mais “criteriosa” contra times que reclamam demais da arbitragem.

Ainda mais em se tratando de Corinthians.

Em resumo, reitero, precisamos jogar mais. Criar mais oportunidades, ser mais criativo e finalizar mais a gol.

Não se chega ao gol se não chutar.

Na semana que vem, precisamos de 2 gols para avançar para a próxima fase.

E não vai ser fácil.


Eles tinham o Helber Roberto Lopes. E nós Fabio Santos

24/08/2014

Curiosamente, foi uma das nossas melhores partidas, fora de casa.

Mesmo assim, perdemos para o limitado time gremista, 2 a 1.

Fizemos uma boa partida, mas cometemos muitas falhas. Desde as individuais, como as coletivas.

A quantidade de passes errados foi um dos motivos da nossa derrota.

Um dos motivos.

Porque houve outros motivos determinantes para o placar adverso.

Fabio Santos, responsável direto pelos dois gols gremistas.

Jadson, em mais uma tarde apagada, errando muitos passes, também foi um dos motivos.

E Heber Roberto Lopes, que deixou de aplicar uma penalidade máxima e ao expulsar Guerrero, com delay de alguns segundos, só assim procedeu porque deve ter sido cobrado via ponto eletrônico.

Outro fator a ser considerado, é a nossa defesa. Que estava entrosada, encaixada e dando conta do recado. Cleber, longe de ser uma sumidade na função, mas já havia se entrosado bem com Gil. Anderson Martins, seu substituto, ainda requer maior tempo de readaptação ao futebol brasileiro e mais ritmo de jogo. Até isto acontecer, sofreremos um pouco.

O time gremista foi dominado praticamente todo o primeiro tempo. Mas o Corinthians não conseguiu reverter a superioridade em gols.

Ao manter Guerrero jogando como se fosse um ponta esquerda, Mano acerta, mas também erra.

Acerta porque Guerrero cumpre bem esse papel. Mas erra, porque com a escassez de homens de área no elenco, Guerrero, que de fato é quem deve exercer esta função de homem fixo no ataque, não tem referência na área quando evolui em profundidade pela ponta.

Perdemos o jogo e posições na tabela. Agora somos o quarto colocado, atrás do cada vez mais líder Cruzeiro, SPFW e Internacional.

Muitos pontos atrás do Cruzeiro, é chegado o momento de encararmos a realidade. O time mineiro, entrosado e voando baixo, até corre o risco de sofrer alguns altos e baixos na competição, mas nada que ameace sua soberania.

É um time que joga de forma rápida, simples e objetiva, tanto dentro, como fora de casa. Tem um furor ofensivo pouco visto nas demais equipes do futebol brasileiro.

Sendo assim, nossa meta deve ser se manter ao máximo entre os 4 primeiros fazendo a nossa parte, não perdendo pontos inúteis dentro de casa, não perder muitos pontos fora de casa e torcer contra as Marias e demais bambis, paulista e gaúcho.

E principalmente, conquistar a Copa do Brasil.

 


Goleada na Meca. E ninguém apostava nisto

22/08/2014

5 a 2.

E foi de goleada. De virada, o Corinthians superou o Goiás, na Arena Corinthians.

Ficamos atrás do placar por duas vezes.

Em falhas do sistema defensivo.

O Goiás vinha de três rodadas consecutivas. Mas a se considerar a noite inspirada do seu goleiro, nem parecia.

E se não fosse o goleiro Renan, o placar poderia ter sido maior.

Com Renato Augusto, na vaga de Petros, jogando ao lado de Jadson, demorou para os dois se encaixarem no novo esquema.

Mesmo assim, o Corinthians sufocou o time goiano durante toda a partida, até porque, teria que correr atrás do prejuízo.

Correu, insistiu e conseguiu.

Viramos o placar, vencemos e chegamos aos 31 pontos, na terceira colocação.

Uma vitória sofrida e construída a base da superação. O time não se limitou a utilizar o recurso do “chuveirinho” na área e priorizou as infiltrações através das triangulações entre os homens da frente.

Noite inspirada do atacante Luciano, que marcou 3 gols.

E Mano assistiu a virada das tribunas, depois de ser expulso por reclamar da arbitragem.

Foi uma bela vitória!

Vai Corinthians!

 


Empate com o Bahia. E o jogo foi dentro de “casa”

17/08/2014

Qual é o grande “barato” de ter a sua própria casa?

Sentir-se bem em algo que  é seu, fazer o que bem entender, andar pelado pela casa, fazer as coisas ao seu modo, receber bem os amigos e não dar moleza aos inimigos.

Trazendo isso para o campo futebolístico, ter a própria casa significa não pagar mais aluguéis pra disputar uma partida, gerar suas próprias receitas e principalmente, quando enfrentar um adversário dentro da sua casa, ao lado da sua torcida, fazer valer sua superioridade.

Time pequeno se impõe quando joga em casa.

Mas com o Corinthians, desde que passamos a jogar em Itaquera, nem sempre tem sido assim.

Como ontem, por exemplo.

Enfrentamos um Bahia bem organizado pelo seu treinador, taticamente posicionado de forma que congestionou todos os setores do ataque corinthiano e ao contrário de algumas análises, não foi um adversário que jogou de forma retrancada, atrás da linha da bola, pelo contrário e na verdade, jogou quase de igual para igual contra o Corinthians.

Quase, porque o time baiano é carente de qualidade técnica, porém, mesmo assim, foi além do que talvez eles mesmos imaginavam.

Quanto ao Corinthians, irritante burocrático.

Petros apagado, Jadson sumido, Elias bem marcado, Guerrero jogando aberto pelas alas, Romero voluntarioso e esforçado apenas, juntando tudo isso, empate em casa, contra o Bahia.

Dois pontos perdidos que certamente farão falta adiante. Numa rodada em que tínhamos a chance de se igualar em pontos com o líder, dependendo de combinações de resultados, podemos terminar na 4ª colocação.

Reza a lenda do futebol moderno que um time deve começar a brigar pela liderança lá na frente, quando estiver faltando 5 rodadas para o término do torneio, quando as coisas começam a se definir e pegar fogo, em analogia a uma corrida de fórmula 1, onde um carro fica “no vácuo” de outro durante voltas, até ultrapassa-lo definitivamente nas últimas voltas.

Teorias e bobagens a parte, não dá pra concordar com perda de pontos dentro de casa.

Não dá pra concordar com a forma que a equipa se comporta em algumas partidas, fora e principalmente, dentro de casa.

Não dá pra aceitar um time, um clube da nossa grandeza, empatar contra um time que estava no G (-) 4.

O presidente Mario Gobbi costuma dizer que “não se monta um time com uma varinha mágica, que um time vai tomando forma, amadurecendo com o tempo.

Perfeitamente, porém quando se joga em casa contra um dos últimos do torneio, se não dá na técnica e na tática, o jeito é ir à base do Vai Corinthians.

Ontem não foi.

E certamente, você também não gostou de nada do que viu.


1,2,3 Robinho Pedalada é freguês

11/08/2014

E vencemos fora de casa!

E Robinho Pedalada não vence o Corinthians, desde que voltou a Vila Belmiro.

Não fomos brilhantes, o time da casa foi melhor durante grande parte do jogo.

Mas se o objetivo são os três pontos, estão ai mais pontinhos na nossa conta.

Vitória magra, 1 a 0, com gol de zagueiro – Gil, de cabeça.

No primeiro tempo o jogo foi movimentado, porém feio. O rei da pedalada, em mais uma passagem pelo time praiano, queria mostrar que era o dono da casa, conduzir a partida, ditar seu ritmo e claro, fazer média com a torcida.

Mas não encontrou facilidade pela frente.

O segundo foi melhor, menos catimbado e continuou movimentado. E o Corinthians também melhorou bem, depois da entrada de Ferrugem, na vaga do infeliz Guilherme Andrade.

A propósito, é temerário continuar mantendo esse atleta a disposição, ainda mais entrando como titular. Visivelmente fora de forma, terrivelmente sem condições técnicas.

E mesmo com um homem a menos em campo, o Santos, bem posicionado taticamente, não sentia a ausência de um jogador – Alison, expulso em lance com Elias.

Mas quando todo mundo já apostava em mais um empate fora de casa, cornetas sendo afinadas, escanteio bem cobrado pela direita – depois de um belo chute de Ferrugem, seguido de grande defesa de Aranha, Gil, subiu, subiu, subiu e continua subindo de cabeça, vencendo 3 oponentes e completando de cabeça para o gol.

1 a 0, passamos a régua e fechamos a conta.

Mais 3 pontos, que nos colocaram na 3ª colocação, a 3 pontos do líder Marias e a 1 ponto do vice-líder, Chorolado.

Gostou do jogo?

Faça seu comentário, vamos debater esta importante vitória.

Excelente semana a todos e Vai Corinthians!

 

 


Futebol, ciência exata. A conta exata para a classificação

07/08/2014

Futebol está se tornando uma ciência exata.

Números, dados estatísticos, apontamentos e gráficos, dando lugar ao gingado, a “alegria nas pernas” e ao futebol arte.

Tudo muito pragmático, prático, objetivo. Joga-se pelo regulamento, por uma bola.

O resultado do jogo de ontem, diante de um Bahia desfalcado e desinteressado, num estádio vazio, ilustra a tese.

Perdemos por 1 a 0, mas ficamos com a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil, as oitavas.

No placar “agregado” – um dos novos termos utilizados na era do futebol moderno – Corinthians 3 x 1 Bahia.

Nosso primeiro tempo foi sofrível. Como tem sido nossos primeiros tempos quando jogamos fora de casa.

O Bahia abriu o placar aos 22 do primeiro tempo, através de Guilherme Andrade.

Isso mesmo, o gol baiano foi marcado pelo Corinthiano.

Guilherme Andrade, em lance bisonho, atrapalhado, sem ritmo, com traseiro de passista de axé, marcou um gol digno de centro-avante oportunista.

No segundo tempo, com a entrada de Romero, o Corinthians passou a agredir mais o adversário.

Mas Romero, sozinho, não adianta. O garoto é bom, mas não é craque diferenciado, daqueles capazes de mudar sozinho os destinos de uma partida.

Classificados.

É o que importa? 

Mais ou menos.

Ótimo, classificados para a próxima fase. Fizemos bem o dever de casa, quando jogamos no nosso estádio.

Mas sob o ponto de vista do espetáculo, ontem, mais uma vez ficou demonstrado objetivamente porque o torcedor anda fugindo dos jogos transmitidos pela televisão.


Foi pouco, porcada. Foi pouco…

27/07/2014

2 a 0.

Mas dava pra ser mais. Muito mais.

O Corinthians supera, de longe, muito longe, enquanto clube, o Palestra da Água Branca.

Enquanto time de futebol, a superioridade do Corinthians perante o time palmeirense é covardia.

Porque o time palmeirense é fraco. Ruim.

Não é medíocre, é ruim. Ruim de doer e só não cai se tiver muita sorte.

Dos titulares palmeirenses, talvez um ou dois seriam reservas no Corinthians. Mas reservas dos reservas.

O Corinthians de Mano Menezes foi uma das equipes que melhor aproveitaram o período de parada para a Copa do Mundo.

Depois das “férias forçadas”, Ralf, por exemplo, recuperou a forma.  Voltou a ser monstruoso no meio de campo. E mais. Está se tornando um jogador técnico, aplicando dribles, chapéus e servindo como opção ofensiva.

Este meio de campo com Ralf, Elias e Petros é algo que poderá entrar para a história corinthiana como uma das melhores formações de meio de campo de todos os tempos. Quando se encaixarem e se entrosarem ainda mais, sai de baixo.

Com Jadson na armação, ou até Renato Augusto, está formado o melhor quadrado meio campista do Brasil.

Na frente, esse menino Angel é um demônio, com o perdão da palavra. Como corre, como se movimenta!

E Guerrero, com todas estas opções, só tem a se beneficiar.

Nossos laterais, que não são aquela Brastemp, vêm dando conta do recado.

Nossa zaga, a muralha negra, quase perfeita. Cleber parou de fazer bobagem, sentindo que agora tem concorrência no banco de reservas.

Reitero, foram dois gols mas poderia ter sido muito mais.

Tivesse o Corinthians a “tara” que o time das Maria de Belo Horizonte vem tendo pra fazer gol, estaríamos ainda melhores na tabela, com saldo de gols superior.

Aliás, é o que falta para o nosso time. Ser insaciável na busca pelo gol. Essa tara pra balançar as redes.

O time está bem montado, organizado, as jogadas são bem estruturadas, ensaiadas – perceba as movimentações de jogadores “sem bola”, nos gols contra o Palmeiras.

Foi a nossa primeira vitória num derby, disputado na Arena Corinthians.

Entrou pra história!

Foi uma bela partida.

Nosso primeiro “regalino” pro centernada da porcada!

E você, o que achou do jogo?


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